maio 19, 2024 19:15

Monte Horebe: desocupação pacífica ou estratégia de marketing?

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A movimentação do governo do Estado em ‘vender’ uma desocupação pacífica da invasão Monte Horebe, na Zona Norte de Manaus, parece que deu certo. Iniciada há dez dias, com a derrubada de centenas de casas construídas paulatinamente ao longo dos últimos 5 anos, a ação estatal neutralizou qualquer reação mais evidente dos moradores que tiveram que se retirar do local. Nenhum processo, queixa ou ação foi levado à Defensoria Pública do Estado. A informação é da própria DPE-AM.

Desocupação da invasão iniciou dia 2 deste mês (Foto: Secom)

Pelo contrário. O governo comemora o feito de que, de 2.340 cadastros realizados neste período, de moradores que tiveram suas casas demolidas, 2.204 famílias assinaram o termo de acordo aceitando o auxílio-aluguel social no valor de R$ 600 proposto pelo Estado. O benefício começou a ser pago nesta terça-feira, 10.

Sustentando o discurso de que a área havia sido tomada pelo tráfico de drogas e servindo de fonte de renda aos traficantes, o governador Wilson Lima (PSC) ressaltou que essa “história acabou” após a intervenção do governo na invasão. “Pretendemos dar dignidade às famílias que ali estavam, iremos continuar na área e não permitiremos entrada de oportunistas”, destacou. Em coletiva de imprensa nesta semana, Wilson ressaltou que a ação realizada no local culminou na prisão de 27 pessoas e na apreensão de entorpecentes.

Conforme declaração do governador, em até 15 dias o Monte Horebe estará totalmente desocupado, dando início ao seu plano de integração de área idealizado para construção de um Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti), tendo as obras iniciadas em abril, e um complexo de Segurança Pública, que está com o projeto em andamento.

No entanto, o governo ainda não definiu ou divulgou qual será a solução de moradia para estas famílias que foram desalojadas do invasão Monte Horebe.

 

Ericles Albuquerque, para O Poder

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