abril 3, 2025 23:24

Deputados minimizam criação de uma CPI para investigar a Cigás

Nesta semana, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PRTB), ensaiou instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Companhia de Gás do Estado do Amazonas (Cigás), alegando que a empresa tem tido um faturamento considerável sem grande retorno de investimento ao Estado.

Mas, para que a CPI avance ela precisa de no mínimo oito assinaturas dos 24 deputados estaduais.

A reportagem de O Poder ouviu todos os parlamentares nesta sexta-feira, 17, mas o sentimento é que a investigação não prospere.

Líder da minoria na casa legislativa, o deputado Wilker Barreto (Podemos) confirmou que assinaria o pedido de CPI e que desde 2019 vem denunciando irregularidades cometidas pela Cigás.

“Em relação à questão da CPI da Cigás eu tenho uma denúncia de fevereiro do ano passado. O presidente tocou no assunto precisamos aguardar o fato concreto para não criar dúvida. Materializado o fato, terá a minha assinatura”, disse.

Na avaliação de Wilker, a CPI é um “antibiótico” que tem as casas legislativas e que seu corpo jurídico está avaliando e que vai aguardar.

Dermilson Chagas (sem partido) também afirmou que assinaria o pedido de CPI caso seja necessário. “Acho justo uma CPI, sim, da Cigás. Tem que se investigar já tivemos várias decisões em relação a essa empresa e até hoje não sabemos qual é a finalidade dela a não ser arrecadar. O que ela tem feito com o dinheiro da venda do gás? Qual tem sido o propósito dela? O que melhorou e foi expandido? De que forma se pode mitigar todo o prejuízo que ela deu para a sociedade? O custo do gás barateou para os taxistas e o comércio? Precisamos saber se essa empresa é um cabide de empregos ou se é uma empresas para ter lucros ou não do governo do Estado”, questionou.

Para o deputado delegado Péricles (PSL), esse não é o momento de debater sobre CPI. A preocupação, neste momento, frisou, é salvar vidas no meio desta pandemia do coronavírus. Ele não confirmou se assinaria ou não o pedido de CPI.

“Toda minha atenção e esforços estão, neste momento, voltados para essa luta que enfrentamos contra o coronavírus. Defendo que seja nisso que devemos pensar agora, sem desconsiderar que muitos temas devem pautar futuramente nossas discussões e são, sim, importantes para o desenvolvimento no nosso Estado”, avaliou.

No mesmo caminho, João Luiz (Republicanos) afirmou que todos os seus esforços estão concentrados em ações voltadas ao combate da pandemia e que a sua prioridade  é resguardar, assegurar e salvar vidas.

“Tenho me debruçado bastante sobre requerimentos e indicações, tanto ao governo do Estado quanto à Prefeitura (de Manaus), solicitando providências, atenção e adoção de medidas que resguardem os diretos, a saúde e a vida dos cidadãos amazonenses”, enfatizou.

Sinésio Campos (PT) também não quis se posicionar se apoiaria ou não um pedido de CPI no momento. Na sua avaliação, a sugestão do presidente Josué Neto, sugerindo a comissão, “foi apenas uma fala”.

Fausto Júnior (PV) disse que não iria se posicionar sobre CPI porque ela foi apenas mencionada e não houve uma proposta concreta.

Já o deputado Felipe Souza (Patriota), respondeu por intermédio de sua assessoria de imprensa,  que “não emito opinião sobre o que não existe”.

O Poder entrou em contato com o deputado Josué Neto que, por meio de sua assessoria de imprensa, respondeu que fará uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF).

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

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