Em comparação com outras unidades da federação, esse resultado de 2018 mostra que participação do estado do Amazonas no valor de incorporação, obras e/ou serviços da construção representa cerca de 1,2% do valor nacional. Os estados com os maiores valores de participação: São Paulo (29,6%), Minas Gerais (9,7%) e Rio de Janeiro (8,2%). Os estados com os menores números foram: Amapá (0,2%), Acre (0,2%) e Roraima (0,3%).
Conforme os dados, com a perda de fôlego, o Amazonas passou a ocupar a 17ª posição, ficando a frente apenas da Paraíba, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Sergipe, Piauí, Tocantins, Rondônia, Roraima, Acre e Amapá.
De 2009 para 2018, o número de empresas de construção no Amazonas aumentou. No entanto, caiu o número de pessoal ocupado. No mesmo período, a Região Norte perdeu participação de 1,2 pontos percentuais no valor das obras realizadas no país; assim como reduziu o número de pessoal ocupado. Entre os estados da Região, no valor das obras, o Amazonas perdeu participação de 24,7% (2009) para 19,9% (2018). Enquanto o Pará subiu de 34,9% para 51,4%. Como resultado o estado ocupa a 17ª posição em valor de incorporações e obras.
A Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) constitui uma importante fonte de informações estatísticas sobre o segmento da indústria da Construção no Brasil, fornecendo aos órgãos governamentais e privados subsídios para o planejamento e, aos usuários em geral informações para estudos setoriais mais aprofundados. A pesquisa, com sua periodicidade anual, permite a comparação da estrutura da indústria da construção em pontos diferentes no tempo e identificar mudanças estruturais.
De acordo com a PAIC 2018, a atividade da construção na região Norte gerou R$ 15,7 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção. O setor englobava, em 2018, 2.412 empresas com 5 pessoas ou mais, ocupando 104.789 pessoas. O gasto com salários, retiradas e outras remunerações totalizou R$ 3,07 bilhões no ano. O mapa abaixo mostra decréscimo da participação da Região Norte no valor de incorporação, obras e/ou serviços da construção em relação às outras regiões do Brasil, passando de 7,4% em 2009 para 6,2% em 2018.
Pessoal Ocupado
A PAIC mostra que, em relação ao ano de 2009, houve retração do número de pessoas ocupadas na região Norte, assim como em outras regiões do Brasil. A única exceção foi a região Sul. No caso da Região Norte, havia 134.788 pessoas ocupadas em 2009 (6,8%) e 104.789 pessoas ocupadas em 2018 (6,2%).
No Amazonas, em 2009, as 431 empresas com 5 pessoas ou mais ocupavam 24.831 pessoas; já em 2018, eram 476 empresas, e ocupavam 18.532 pessoas. Significando uma redução de 25,4% do número de pessoas ocupadas entre esses anos. Com esse resultado de 2018, o número de pessoas ocupadas no setor da construção do Estado do Amazonas representa cerca de 1,1% do número de pessoas ocupadas no Brasil. Os estados com os maiores números foram: São Paulo (26,7%), Minas Gerais (11,6%) e Rio de Janeiro (7,8%). Os estados com os menores números foram: Amapá (0,2%), Acre (0,2%) e Roraima (0,2%).
Valor de Incorporações, obras e/ou serviços
A PAIC mostra que, em relação ao ano de 2008, houve aumento em valores absolutos no valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção na região Norte de 13,9 R$ bilhões em 2009 para 15,7 bilhões. No entanto, em termos de participação no setor da construção nacional, houve retração, passando de 7,4% para 6,1%, respectivamente. As exceções, em termos de participação nacional, foram as regiões Nordeste e Sul.
No Amazonas, a pesquisa mostra, que o valor de incorporação, obras e/ou serviços da construção foi de R$ 3,45 bilhões em 2009 para 3,12 bilhões em 2018. Essa retração de 9,5% durante o período do setor da construção no Amazonas representou uma queda da participação do estado do Amazonas no valor de incorporação, obras e/ou serviços da construção da Região Norte. Em 2018, o Amazonas participava com cerca de 24,1% do valor; e em 2019, essa participação foi de 19,9%.
Da Redação O Poder
Com informações do IBGE
Foto: Divulgação