fevereiro 22, 2026 06:59

Twitter vinha traçando uma linha há meses quando Trump a cruzou

Jack Dorsey estava acordado na quinta-feira em sua casa em São Francisco conversando on-line com seus executivos quando a conversa foi interrompida: o presidente Trump havia acabado de postar outra mensagem inflamatória no Twitter.

As tensões entre o Twitter, onde Dorsey é o principal executivo, e Trump estão em alta há dias devido aos tweets agressivos do presidente e à decisão da empresa de começar a rotular alguns deles. Em sua última mensagem, Trump pesou sobre os confrontos entre a polícia e os manifestantes em Minneapolis, dizendo: “quando o saque começa, o tiroteio começa”.

Um grupo de mais de 10 funcionários do Twitter, incluindo advogados e formuladores de políticas, rapidamente se reuniu virtualmente para revisar o post de Trump e debater sobre o sistema de mensagens Slack e Google Docs, se isso levou as pessoas à violência.

Eles logo chegaram a uma conclusão. E depois da meia-noite, Dorsey deu seu aval: o Twitter ocultaria o tweet de Trump atrás de um aviso que dizia que a mensagem violava sua política contra a glorificação da violência. Foi a primeira vez que o Twitter aplicou esse aviso específico aos tweets de qualquer figura pública.

A ação levou a uma ampla briga sobre se e como as empresas de mídia social deveriam ser responsabilizadas pelo que aparece em seus sites, e foi o culminar de meses de debate no Twitter. Por mais de um ano, a empresa vinha construindo uma infraestrutura para limitar o impacto de mensagens questionáveis ​​dos líderes mundiais, criando regras sobre o que seria e o que não seria permitido e elaborando um plano para quando Trump inevitavelmente as quebrasse.

Mas o caminho para esse ponto não foi tranquilo. Dentro do Twitter, lidar com os tweets de Trump – que são equivalentes a um megafone presidencial – foi um processo irregular e desigual. Alguns executivos insistiram várias vezes em que Dorsey tomasse medidas sobre os postos inflamatórios, enquanto outros insistiam em que ele se contivesse, mantendo-se afastado do jeito que a empresa fazia há anos.

Leia completo no The New York Times

 

Conteúdo: The New York Times 

Foto:  Kevin Lamarque/Reuters

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