fevereiro 23, 2026 05:31

Alessandra Campêlo é cotada para presidir a Comissão Especial do impeachment

Com o apoio da maioria dos 17 deputados da Comissão Especial do Impeachment, a vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputada Alessandra Campêlo (MDB), pode ser confirmada presidente da comissão nesta sexta-feira, 10, durante a primeira reunião marcada para às 9h no plenário Ruy Araújo.

Os deputados vão votar para eleger quem vai ocupar os cargos da presidente e relator, considerados estratégicos no processo de impedimento do governador Wilson Lima (PSC) e o vice, Carlos Almeida Filho (PTB).

Ao ser questionada sobre a possibilidade de aceitar a presidência da comissão, Alessandra confirmou que antes da votação amanhã, a base governista vai se reunir para discutir e apresentar os nomes para presidente e relator. Ela não confirmou e nem desmentiu que o relator pode ser o deputado Dr. Gomes.

“Nós vamos decidir em consenso. Vamos nos reunir antes do horário da reunião das 9h. O nome para presidir é do deputado Belarmino Lins (PP), mas vamos discutir entre nós, mas missão dada é missão cumprida e se for consenso. Mas eu vou apresentar um outro nome”, afirmou.

Na avaliação de Alessandra, apesar do clima tenso na política do Amazonas, ela não acredita que mesmo sendo a comissão em sua maioria composta por deputados da base governista vai despertar desconfiança na população ou de alguns deputados que podem dizer que ele vão proteger o governador Wilson no processo de impeachment.

“As pessoas têm o direito de dizer o que quiserem, mas eu particularmente vou fazer um trabalho técnico. Impeachment é algo muito sério tem que ter um crime configurado, a materialidade, independente dos cargos que eu vou ter na comissão já estou estudando com a minha equipe jurídica os processos que são muito grandes com mais de 300 páginas. Estou fazendo uma leitura e tenho uma assessoria externa”, pontuou.

A vice-presidente da Aleam afirmou ainda que foi definida uma metodologia de trabalho. “Um está fazendo um resumo dos crimes que foram colocados, outro está mostrando o que tem ou não materialidade, se precisa fazer diligências, criamos uma metodologia com a minha equipe para estudar os dois processos e a jurisprudência”, concluiu.

 

 

Augusto Costa, para o Poder

Foto: Divulgação

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