abril 5, 2025 11:17

Somente 7% da população no AM realizou testes para Covid durante a pandemia, diz pesquisa

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 20, mostram que apenas 7% da população amazonense, o equivalente a 283 mil pessoas realizaram algum teste para diagnóstico da Covid-19 desde o início da pandemia até julho. Desse total, 92 mil (2,3% da população) testaram positivo para a doença causada pelo novo coronavírus.

Entre os testes para diagnóstico da doença, as pessoas poderiam ter realizado o exame com material coletado na boca ou nariz com o cotonete (swab); o teste rápido com sangue coletado por um furo no dedo; ou o exame com sangue retirado da veia do braço. No Amazonas, 139 mil (3,4% da população) realizaram o teste através de furo no dedo, 106 mil (2,6% da população), o teste por exame de sangue, e 72 mil (1,8%), o teste Swab, através de coleta da saliva.

Foi observado que os testes foram realizados por homens e mulheres na mesma proporção (6,9% e 7,1%, respectivamente), mas, principalmente, por pessoas de 30 a 59 anos de idade (10,8%).

Além disso, quanto maior o nível de escolaridade e a renda, maior foi o percentual de pessoas que fez algum teste, visto que pessoas sem instrução ao ensino fundamental representaram 4,1% das que fizeram os teste, e as pessoas com ensino superior ou pós-graduação, representaram 16,5% do total. E as pessoas com renda de meio salário mínimo representaram 4,2% das que realizaram o teste, e as pessoas com quatro salários mínimos ou mais, 18,2%, no Amazonas.

O Amazonas (7,0%) foi a décima Unidade da Federação, empatada com o Espírito Santo, em percentual de testes realizados desde o início da pandemia. Os Estados com percentuais mais altos de testes realizados foram o Distrito Federal (16,9%), Amapá (11,0%) e Piauí (10,5%). Pernambuco registrou o menor percentual (4,1%) de exames realizados, assim como Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, os três estados com 4,5%.

Comorbidade

A pesquisa também constatou que 445 mil pessoas (11,0%) no Amazonas tinham alguma comorbidade que pode agravar o quadro clínico de um paciente com a Covid-19. Dentre essas pessoas, 199 mil, homens, e 245 mil, mulheres. Hipertensão foi a mais frequente (6,6%). As outras foram diabetes (2,8%); asma ou bronquite ou enfisema (2,7%); doenças do coração (1,0%); depressão (0,7%); e câncer (0,3%).

O percentual de pessoas com alguma dessas doenças crônicas que testou positivo foi de 4,4%, ou 19 mil pessoas, até julho.

Síndromes gripais

No mês de julho, a PNAD COVID19 estimou que 206 mil pessoas (ou 5,1% da população), no Amazonas, apresentaram algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais. Em junho, 342 mil (8,5%) pessoas haviam sentido algum dos sintomas, e, em maio, 764 mil (18,9%).

Em termos do indicador síntese, em julho, 55 mil pessoas (ou 1,4% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à COVID-19 (perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito), no Estado. O número demonstra queda considerável em relação aos mostrados pela pesquisa nos meses anteriores, pois, em junho, 148 mil pessoas (ou 3,7% da população) afirmaram ter sentido sintomas conjugados, e em maio, 356 mil pessoas (8,8%) sentiram os sintomas.

Em julho, considerando o total de domicílios com presença de idosos (251 mil) no Estado, em 32 mil (12,7%) domicílios havia pelo menos uma pessoa com sintomas conjugados, ou seja, que podiam estar relacionados à COVID-19. Em junho, havia pelo menos uma pessoa com sintomas conjugados em 75 mil domicílios com idosos, e em maio, em 185 mil domicílios com idosos. Ou seja, o número de julho é 57,4% inferior a junho, e 82,7% inferior a maio.

Comparação entre grandes regiões

Com relação às grandes regiões, a região Norte foi, em julho, ao contrário dos meses anteriores, aquela que apresentou o menor percentual de pessoas com algum sintoma gripal (5,7%), mas ainda apresentou o maior percentual de pessoas com algum dos sintomas conjugados (1,5%), mesmo percentual da Região Centro-Oeste. Apesar disso, a Região Norte observa seus percentuais caírem consideravelmente de mês em mês, visto que, em maio, 7,8% sentiram sintomas conjugados, em junho, foram 3,1%, e em julho, 1,5% o percentual dos que sentiram os sintomas.

Procura por estabelecimento de saúde

Além disso, cerca de 24,1% (ou 50 mil) das pessoas que apresentaram algum dos sintomas pesquisados procuraram atendimento em estabelecimento de saúde; percentual inferior de procura em relação ao mês anterior, quando 25,8% (88 mil) procuraram atendimento. Em maio, 16,7% (ou 127 mil) das pessoas que apresentaram sintomas procuraram estabelecimento de saúde.

A procura por atendimento poderia ser feita em mais de um estabelecimento, seja na rede pública de acesso a toda população, seja na rede privada. No entanto, a maioria das pessoas (3 milhões e 546 mil ou 88,1%) não possuíam plano de saúde, em julho, no Amazonas. As pessoas que possuíam plano de saúde no Amazonas eram 478 mil ou 11,9%.

Atividades escolares

Do total de 1.059.000 pessoas que frequentavam escola ou universidade, 654 mil (68,1%) tiveram atividade escolar disponibilizadas; 345 mil (32,6%) não tiveram atividade e 59 mil (5,6%) não tiveram atividade alegando que estavam de férias.

Entre as faixas de idade que tiveram atividades escolares, 64,8% das crianças de 6 a 16 anos tiveram atividades. Já entre as pessoas de 17 a 29 anos, o percentual alcançou 53,7%.

Por nível de instrução, os alunos do ensino fundamental foram os que tiveram maior atividade em julho, 65,1%, ensino médio, 62,2%, e ensino superior, 46,7%. No item daqueles que não tiveram atividade escolar porque estavam de férias, o ensino superior foi o maior com 14%, ensino médio, 5,4%, e ensino fundamental, 3,7%.

Medidas de restrição de contato

Quanto as medidas tomadas para restrição de contato, 124 mil amazonenses (3,1%) declararam não ter feito restrições; 1.486 mil (36,7%) reduziu o contato, mas continuou saindo de casa e/ou recebendo visitas; 1.664 mil (41,1%) ficou em casa e só saindo por necessidade básica; e 746 mil (18,4%) ficou rigorosamente isolado. Os homens lideraram entre àqueles que não fizeram qualquer restrição de contato (54%) contra 46% das mulheres.

Por grupo de idade, 3,3% dos idosos de 60 anos ou mais declararam não ter feito qualquer restrição de contato; entre as crianças de 0 a 13 anos, 2,7%, o grupo de 50 a 59 anos, 3,3%, 14 a 29 anos, 3,4%, e 30 a 49 anos, 3,4% não fizeram restrições de contato. Os rigorosamente isolados foram liderados pelas crianças de 0 a 13 anos (36,4%) e, em seguida, vieram os idosos, com 36,5%.

Pedido de empréstimos

Quanto a solicitação de empréstimos, 36 mil (3,7%) domicílios amazonenses declararam que algum morador pediu empréstimo de qualquer fonte, e conseguiu. Já outros 15 mil (1,6%) solicitaram empréstimo e não conseguiram. Outros 924 mil (94,8%) domicílios não solicitaram empréstimo. Entre àqueles domicílios que conseguiram empréstimo, 28 mil (78,7%) foi através de banco ou financeira; 7 mil (18,7%) junto à parente ou amigo e mil, junto à patrão ou empregador.

Posse de itens básicos de higiene

A pesquisa também perguntou sobre a presença de itens básicos de limpeza e proteção nos domicílios. Sabão e detergente, com 23,6%, foram os itens mais citados; máscaras ocuparam a segunda posição (23,5%); água sanitária foi o terceiro item mais citado (23,1%); álcool e luvas vieram em seguida, com 21,4% e 8,2%, respectivamente.

Notas:

Nota 1: os indicadores de saúde são para as pessoas e tem como referência a semana anterior à entrevista.
Nota 2: os valores totais incluem as pessoas que não informaram resposta para a pergunta.
Nota 3: Considera-se que apresentou sintomas conjugados as pessoas que tiveram perda de cheiro ou sabor ou tosse, febre e dificuldade para respirar ou febre, tosse e dor no peito.
Nota 4: Inclusive pessoas de cor amarela ou indígena.

 

 

 

 

 

Da Redação O Poder

Com informações do IBGE

Foto: Divulgação

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