abril 4, 2025 19:29

Presos na ‘Sangria’ seguem para presídio estadual; delegado descarta prisão de Daniela Assayag

Os cinco presos na segunda fase da Operação Sangria, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 8, após oitivas, seguiram para unidades do presídio estadual, onde devem permanecer aprisionados ao longo dos cinco dias. A ex-secretária de comunicação, Daniela Assayg, teve a prisão descarta pela PF.

Entre os presos estão o empresário Gutemberg Alencar, o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias, a secretária executiva de Atenção Especializada da Capital (SEA-Capital) da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Dayana Mejia, o ex-gerente de secretaria de saúde Ronald Caldas Santos e o empresário e esposo de Daniela Assayag, Luiz Avelino.

De acordo com o delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF, Henrique Albergaria Silva, a partir da análise de material apreendido na primeira fase da operação, ficou constatado indícios de participação de outros servidores públicos e empresários.

O delegado informou que a operação continua em andamento, com cumprimentos de buscas e apreensões.

Segundo o delegado, ao longo das investigações foi constatado que o vice-governador Carlos Almeida Filho (sem partido), tem grande ingerência e influência praticada na secretaria de Saúde. O delegado disse que Almeida atuava com influência do cargo de vice governador.

Henrique Albergaria Silva disse, ainda, que foi indicado indícios de uma empresa de fachada, localizada em um endereço residencial.

“Foi identificado oque o processo de contratação foi montado a partir da proposta da empresa contratada. Muito embora os respiradores não tivessem as especificações técnicas no certame, o procedimento foi todo montado para viabilizar a contratação da empresa”, disse o delegado.

Wilson Lima

O delegado afirmou que existe a articulação de um empresário, que seria Gutemberg Alencar. O delegado não descartou que a investigação esteja sendo estendida ao governador Wilson Lima (PSC).

Sobre a participação do empresário Luiz Avelino no esquema criminoso, o delegado disse que existe evidências de um sócio oculto de uma das empresas investigadas. “Embora o quadro societário permaneça inalterado, esse empresário é um sócio de fato, inclusive, existe indícios que parte do lucro da venda os respiradores foram utilizados para compra de teste rápidos da Covid-19, para posterior venda ao governo do Estado”, disse o delegado.

Crimes

O delegado explicou que os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, fraude em licitação, peculato e participação em organização criminosa.

 

 

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Reprodução

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