Após o Amazonas viver um dos momentos mais trágicos de todos os tempos com a falta de oxigênio e leitos de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) para receber pacientes infectados pela Covid-19, os demais estados do país começam a colapsar e viver o mesmo drama dos amazonenses.
São Paulo, por exemplo, atingiu nesse domingo, 7, 80% de ocupação de UTI pela primeira vez e o governo fala em temor por colapso.
De acordo com dados da plataforma Seade, usada pela Secretaria Estadual da Saúde, todo o estado tem ocupação de 80,05% e três regiões já passam dos 90%. Entre os leitos de enfermaria, a taxa é de 63,4%.
Segundo matéria do UOL, a possibilidade de um colapso nas próximas semanas em São Paulo é algo que já é debatido e externado no Palácio dos Bandeirantes. Para tentar reverter a situação, o governo colocou todo o estado na fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, em que todos os serviços não essenciais são fechados. A medida vale até o próximo dia 19, com possibilidade de prorrogação.
De acordo com o jornal Estado do Minas, Sete Lagoas, na Região Central do estado, registrou neste domingo 100% de ocupação de leitos de UTI. O município de mais de 240 mil habitantes entrou em situação de emergência.
Caos da falta de oxigênio
Não tão diferente do que aconteceu no Amazonas, outros estados vivem a falta do produto hospitalar essencial para os pacientes internados. Em Porto Alegre, conforme matéria divulgada na Folha de São Paulo, doze pacientes de Covid-19, alguns em pé ou mesmo sentados no chão por falta de cadeira, usavam cilindros de oxigênio no corredor do pronto atendimento do maior hospital da periferia, o que expõe o caos na saúde.
O local retrata a situação limite da rede de saúde da capital gaúcha na pandemia. Porto Alegre já atingiu a lotação máxima de leitos de UTI para casos graves da Covid-19. Um contêiner precisou ser instalado para abrigar corpos das vítimas do coronavírus no maior hospital particular do município.
Vítimas no Brasil
O Brasil se aproxima de ter uma média móvel de 1.500 óbitos por dia por covid-19. Nesse domingo, a taxa em 1.497, a maior desde o início da pandemia.
Foram 1.054 mortes registradas nas últimas 24 horas, elevando o total para 265.500. Além disso, já passam de 11 milhões os contaminados pela doença. Houve 79.237 diagnósticos positivos para o novo coronavírus nas últimas 24 horas, totalizando 11.018.557 infectados.
Covid no Amazonas
De sábado, 6, para domingo, 7, o Amazonas teve uma diminuição significativa nos casos de infectados, saindo de 1.383 para 493.
Segundo o boletim, foram confirmados 22 óbitos por Covid-19 no domingo, sendo 17 ocorridos no dia 06 e cinco óbitos foram encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial, elevando para 11.262 o total de mortes.
Da Redação O Poder
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