Durante entrevista nesta quinta-feira, 23, ao Studio Difusora FM, o ex-presidente Lula (PT) afirmou que vai ligar para o presidente do Diretório Regional do PT no Amazonas, deputado Sinésio Campos. O objetivo é discutir a defesa do parlamentar sobre mineração, inclusive, em terras indígenas.
A resposta de Lula foi em relação à pergunta feita pela jornalista Rosine Carvalho, que questionou o ex-presidente sobre a pauta de defesa do deputado Sinésio sobre mineração, o que seria uma linha de pensamento do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL).
Lula afirmou que não sabe o que Sinésio pensa, mas, tem a convicção de que o deputado não é bolsonarista. “Eu posso dizer isso abertamente. O Sinésio é um companheiro de muita qualidade. Um companheiro por quem tenho profundo respeito pela história dele dentro do PT e eu não acredito que ele defenda isso. Se ele defender, é um equívoco. Eu, lamentavelmente, nunca discuti isso com Sinésio, mas, posso dizer que vou ligar para ele para saber, até pelo fato de eu ser contra a exploração”, disso petista.
O petista afirmou que, se tiver que explorar algo na Amazônia, é preciso que se tenha um cuidado de uma seriedade e compromisso quase que religioso. “Acredito que não precisarmos mexer, nós precisamos preservar e investir mais na preservação do bioma, para que possamos saber a riqueza da biodiversidade e o que isso pode favorecer de riquezas para as pessoas que vivem na Amazônia”, disse o ex-presidente.
O ex-presidente ressaltou que se tiver algum minério que seja imprescindível para o país, o assunto será discutido com a sociedade brasileira, com o provo da Amazônia e o Congresso Nacional.
“A Amazônia é um patrimônio da humanidade que pertence ao Brasil. Por isso, que fiz um acordo com Alemanha e Noruega, que o Bolsonaro recusou. É por isso que defendo a ideia de que nós precisamos muito preservar a floresta Amazônica”, disse.
Zona Franca
Lula disse, ainda, que é preciso ter coragem para dizer que vai se manter a Zona Franca de Manaus (ZFM). “Eles querem destruir a ZFM, criando imposto para Zona Franca. Eles precisam conhecer a necessidade da Amazônia, não apenas o interesse de um ou de outro empresário estrangeiro”, disse.
Da Redação O Poder
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