Roraima – Conhecido na capital Boa Vista como um dos “marionetes” do governador Antonio Denarium (PP), o vereador Ítalo Otávio (PR) torrou, ao longo de dois anos do atual mandato, R$ 726.000,00 da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, também conhecida como “Cotão”.
Com atuação apagada na Câmara Municipal de Boa Vista (CMBV), Ítalo tem o atual mandato marcado, principalmente, pelos altos gastos com o “cotão” e pelo tempo, que deixa de fazer algo útil pela população, para obedecer Denarium e atacar adversários do governador.
Gastos
Nos últimos dois anos, o vereador Ítalo não economizou recursos públicos e ultrapassou em quase todos os meses o valor permitido de gastos do “Cotão”, sendo ressarcido no valor máximo permitido, que atualmente é mais de R$ 30 mil mensal. O montante deve ser utilizado apenas com despesas relativas ao mandato.
Em 2021, o vereador gastou sozinho R$ 353 mil. Já neste ano, até o mês de novembro, o montante já chega a R$ 373 mil. Em ambos os anos, Ítalo gastou com várias finalidades e quase sempre a mesma quantia.
Somando os gastos de 2021 e deste ano, foram R$ 7.354,65 com telefonia; R$ 75 mil com serviços gráficos; R$ 119.500,00 com a consultoria e assessoria de imprensa; e R$ 231.000,00 somente para consultoria e assessoria jurídica.
Além disso, foram mais R$ 138.500,00 com a divulgação em geral, R$ 115 mil com serviços de contabilidade. O restante dos gastos foram com elaboração de projetos e a locação ou aquisição de software.
Posicionamento
A assessoria de imprensa do vereador foi procurada pelo O Poder, que se posicionou por meio de nota sobre os gastos. Leia na íntegra:
“Todos os gastos que são garantias do Poderes Executivo e Legislativo devem ser transparentes à sociedade. O melhor exemplo é o Portal de Transparência da Câmara Municipal de Boa Vista que funciona em sua plenitude apontando como foi feita a utilização dos recursos públicos e com a correta informação de salários.
A principal função de um vereador é fiscalizar o Prefeito e os recursos utilizados por ele na capital, esse trabalho está detalhadamente justificado para órgãos de controle e fiscalização, além de toda sociedade.
Como o próprio veículo de comunicação notou, o ressarcimento de verba indenizatória foi feito dentro do que é previsto no regimento interno e na lei. Se houve gasto a mais, não há ressarcimento, a responsabilidade pelo gasto é de cada parlamentar.”
Da redação
Foto: Montagem