Antes mesmo do mês acabar, o estado do Pará já registrava uma grande área de seu território desmatado. Até o dia 17 de fevereiro, o estado que tem Helder Barbalho (MDB) como governador já havia perdido 33,9 km² da área verde da Amazônia, se consolidando como o segundo colocado em um ranking de desmatamento.
Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O Pará, que terá Belém, sua capital, como sede da COP30, a Conferência do Clima de 2025, é um dos estados que mais desmata de todos os demais entes federativos que estão na Amazônia Legal Brasileira: 4141 km² de área verde foram devastadas em todo o ano de 2022.
Para tentar melhorar a situação em que o Pará se encontra, o governo estadual, por meio do Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sieds) e da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), lançou no último dia 15 de fevereiro em São Félix do Xingu, no sudeste do Estado, a Operação Curupira. O objetivo é combater exploração ilegais dos recursos naturais, devastação do ambiente, incêndios e outros atos ilegais em uma área onde o Governo informou ter um maior índice de crimes ambientais.
“Estamos atuando nas regiões onde os crimes ambientais acontecem de forma mais acentuada, para que possamos desarticular as organizações criminosas que se beneficiam de práticas que afetam o meio ambiente. Essa segunda base faz parte do planejamento, e tem o intuito de cobrir as regiões mais comprometidas, avançando com as ações de combate aos crimes ambientais, pelo território paraense”, informou o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.
Em todo o ano de 2022 a Semas gastou R$ 34.081.070,68 (trinta e quatro milhões, oitenta e um mil, setenta reais e sessenta e oito centavos). Mesmo reduzindo índices, o estado do Pará ainda manteve um alto número de desmatamento. O Governo do Pará em resposta a impressa durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) afirmava que o alto índice de desmatamento era em terras federais e não estaduais.
A reportagem do Portal O Poder questionou a Semas sobre o alto índice de desmatamento no Estado e aguarda uma resposta.
Da Redação, Portal O Poder
Ilustração: Neto Ribeiro, Portal O Poder