fevereiro 22, 2026 18:42

Após procuradora do MP-GO dizer ter ‘dó’ de salário de R$ 30 mil, outra reclama: ‘Estamos com o pires na mão’

Na mesma sessão do Ministério Público de Goiás (MP-GO), em que a procuradora Carla Fleury de Souza disse ter ‘dó’ dos promotores em início de carreira por receberem, em média, R$ 30 mil, outra jurista, Yara Alves Ferreira e Silva, afirmou que a situação financeira dos servidores é ruim (veja o vídeo acima).

“Estamos hoje em uma situação de pires na mão. Humilhados e agachados diante de todos os servidores de carreira jurídica no Estado”, falou durante a 5º sessão ordinária do Colégio de Procuradores de Justiça, no dia 29 de maio.

A expressão ‘pires na mão’ significa pedir esmola. Os rendimentos brutos da procuradora no Portal da Transparência da instituição ultrapassaram os R$ 60 mil no mês de maio. Líquido, Yara Alves recebeu R$ 41,8 mil. Em dezembro de 2022, com o adicional de férias, a procuradora recebeu quase R$ 70 mil.

Segundo a procuradora, os servidores do MP-GO estão em uma situação sofrida e que, ‘se a situação é ruim para todos nós, imagina para eles?’. Yara refere-se a greve dos trabalhadores que já entra em sua segunda semana e, assim como a procuradora Carla Fleury, pede que a simetria dos servidores seja respeitada.

“A simetria não pode se esvair pelos nossos dedos como um punhado de areia. A classe trabalhadora é ativa e comprometida. Não podemos ficar na rabeira das carreiras jurídicas”, falou.

Os servidores estão em greve desde o dia 15 de maio. Eles pedem o acordo sobre a correção da Revisão Geral Anual (RGA) referente aos anos de 2019, 2020 e 2021 e aumento salarial para que compensem as perdas da data-base que não foram pagas.

A reportagem tentou contato com a procuradora Yara Alves, mas não houve retorno. Também pedimos ao Sindicato dos Servidores MP-GO (Sindsemp) um posicionamento sobre as questões salariais questionadas pela categoria. Para o MP-GO, as falas tratam-se de declarações de cunho pessoal, que não representam o pensamento da instituição.

Salários das procuradoras as deixam entre as 1% mais ricas do Brasil

Os salários das procuradoras, que ultrapassam os R$ 50 mil, as deixam entre o grupo minúsculo de 1% mais rico do Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, 10,7 milhões de pessoas tiveram rendimento médio domiciliar per capita de R$ 87, enquanto 2,1 milhões de pessoas tiveram rendimento acima da casa dos R$ 17 mil.

 

 

Com informações do G1

Imagens: Reprodução

Últimas Notícias

STF: Ministros receberam ou têm parentes que receberam penduricalhos

Dos nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), quatro já receberam ou têm parentes que receberam verbas extras acima...

Mais artigos como este

error: Conteúdo protegido!!