Roraima – O presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, Genilson Costa (SD), emitiu uma nota à imprensa negando ser investigado em inquérito militar por envolvimento em acidente na RR-205, sentido município de Alto Alegre.
Ocorre que ganhou força em grupos de aplicativos de mensagens que o presidente da Casa Legislativa e o vereador Kleber Siqueira, também do SD, não respeitaram uma barreira de fiscalização do Exército e furaram o bloqueio.
Segundo fontes, o vereador Kleber Siqueira estava em um veículo e foi o primeiro a furar o bloqueio, seguido por Genilson Costa. Após o desrespeito, um militar efetuou um disparo contra o veículo de Kleber Siqueira.
O acidente ocorreu na noite do dia 2 de agosto, por volta das 22h, As Forças Armadas costumam fazer patrulhas na região devido ao fluxo de garimpeiros, por ser região de acesso a Terra Indígena Yanomami.
Diante da situação, o Exército Brasileiro instaurou um inquérito para investigar os detalhes do ocorrido, buscando esclarecer as circunstâncias do acidente e a eventual responsabilidade dos envolvidos.
Em nota enviada à imprensa e publicada nas redes sociais de Genilson Costa, ele afirma que: “que não me envolvi em qualquer acidente de trânsito, tal Inquérito apura a conduta de um Militar do Exército Brasileiro que efetuou disparo de arma de fogo contra o carro do vereador Kleber Siqueira e, por eu ter chegado logo em seguida no local do ocorrido, fui notificado para que, NA CONDIÇÃO DE TESTEMUNHA, possa ajudar a elucidar os fatos”.
Contudo, segundo fontes, neste primeiro momento, todos envolvidos serão ouvidas como testemunhas, mas, com o avançar a investigação, podem ou não serem incluídas como investigadas dependendo da apuração.
Além dos dois vereadores, outras duas pessoas serão ouvidas. Duas outras foram chamadas ao local pelo vereador Genilson Costa, que teria pedido apoio de colegas do BOPE e Força Tática. Diante disso, uma tenente da Polícia Militar, que foi ao socorro de Genilson, já foi convocada pelo Exército para prestar esclarecimentos. Um capitão de reserva do BOPE, que também foi ao local após ligação de Genilson, será ouvido no inquérito militar.
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