fevereiro 26, 2024 04:35

COVID-19: AM lidera ranking de maior incidência de mortes no país

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Destaque nacional com maior número de mortes pelo novo coronavírus entre todos os Estados do país, com uma taxa de 1,2 morte para cada 100 mil habitantes e empatado com São Paulo, segundo o Ministério da Saúde, o governo do Amazonas não se manifesta sobre quais medidas irá tomar ou quais novas ações práticas serão implantadas diante do crescimento expressivo de casos e mortes.

Na entrevista on-line diária da última quinta-feira, 9, a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Rosemary Pinto, atribuiu o aumento de casos de pessoas infetadas à população, que não respeita o isolamento e continua nas ruas.

O Estado também carrega outro índice negativo. Segundo o Ministério da Saúde, o Amazonas já ultrapassou o Distrito Federal e registra o maior número de infecções, 19,1, para cada 100 mil habitantes. A taxa estadual, conforme o MS, já é mais que o dobro da nacional, que até quinta-feira, 9, estava em 7,5 por cada 100 mil habitantes.

Na tarde desta sexta-feira, 10, foram confirmados mais 82 casos positivos da Covid-19. Com essa atualização, o Estado chega a 981 casos de pessoas infectadas e 50 mortes no total. Segundo boletim da FVS, as 10 mortes confirmadas nesta sexta estavam sendo investigadas e ocorreram entre os dias 5 e 9 deste mês.

Na quinta, 9, segundo dados da FVS, o número de óbitos no Amazonas era 40 registrados positivos para Covid-19 e o número de pessoas infectadas chegava a marca de 899, cerca de 89% na capital amazonense, conforme dados da Fundação em Vigilância em Saúde.

O cenário preocupante ganhou destaque nacional. O jornal Folha de São Paulo, publicou nesta sexta-feira, 10, uma matéria afirmando que o funcionamento do Hospital Pronto Socorro Delphina Abdel Aziz está em colapso. “Chegou à sua capacidade máxima”.

Na manhã desta sexta-feira, 10, O Poder entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Amazonas (Secom) para questionar, diante desse cenário preocupante, quais medidas urgentes iniciaria, se haveria um planejamento ou novas ações mais eficazes para controlar ou reduzir o avanço da doença no Amazonas, mas até a publicação da matéria não respondeu detalhadamente e se limitou a informar, durante a manhã que iriam reunir informações (que não chegaram até a publicação da matéria).

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto: Divulgação

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