fevereiro 22, 2024 10:44

Ao fazer uma retrospectiva das gestões anteriores do TJ, Chalub chama Romano de ‘demente’

Minutos após ser eleito presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), por 20 votos a 4, o desembargador Jorge Chalub usou a palavra “desvario” para classificar a atuação dos ex-colega de Pleno, Rafael Romano, quando atuava como vice de Ari Moutinho. No dicionário, a palavra ‘desvario’ tem significados de ‘insanidade mental’, ‘demência’, ‘loucura’, ‘falta de acerto’ ou até ‘delírio’.

A palavra foi usada por Chalub ao destacar a atuação de todos os presidentes anteriores do TJ-AM. “O desembargador Djalma (Martins) inaugurou o Fórum Henoch Reis; o Arnaldo (Carpinteiro Péres) fez a sede nova; a desembargadora Graça (Figueiredo), com sua bandeira dirigida ao 1º Grau; depois o desembargador (Flávio) Pascarelli, que restaurou a escola da magistratura que estava abandonada e depois o desembargador Yêdo (Simões), preocupado com a informática, viabilizou a forma remota que estamos utilizando agora. Então, todos estão de parabéns, o desembargador Ari (Moutinho) que lutou muito, pois tinha um vice-presidente, não vou citar nome por falta de ética, mas, fazia desvario, mas, mesmo assim, o Ari suportou tudo”, disse.

Quando esteve como vice-presidente do TJ, Romano chegou a chamar Ari de “prepotente” e “arrogante”, e disse, ainda, que o colega desembargador teria que abrir o coração, acabar com o ódio. “Essa história de ser o dono da razão acabou o nosso país”, comentou o desembargador em abril de 2014.

O discurso de Rafael Romano foi em defesa das acusações feitas por Ari Moutinho, que afirmou que o colega magistrado tentou se promover ao editar portaria que cortava pessoal e reduzia despesas no tribunal.

À época, Ari classificou as medidas de Rafael Romano como levianas e irresponsáveis. Quando presidente em exercício da Corte do Judiciário, Romano determinou, por meio de portaria, a suspensão de compras, corte em cota de combustíveis e dispensa de contratados.

A medida suspendia, ainda, a antecipação do pagamento de 13º salário e a indenização de férias não gozadas a todos os magistrados e servidores, também a posse dos novos dirigentes do TJ-AM.

Acusações

Rafael Romano foi acusado de estuprar a própria neta em 2009, quando ela tinha 7 anos de idade, até 2016. As acusações foram feitas pela mãe da vítima, a advogada Luciana Pires, baseada em relatos da filha.

Em abril de 2018, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) denunciou Romano por estupro de vulnerável à Justiça Estadual.

Eleito

Ari Moutinho foi eleito presidente do TJ-AM em 2012, e Wilson Barroso foi eleito vice-presidente. Com a aposentadoria de Barroso, Romano conseguiu a vaga de vice-presidente em fevereiro de 2013.

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Montagem

 

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