Investigações preliminares da CPI da Saúde apontam que no período de 2011 a 2019 foram investidos mais de R$ 22,5 bilhões na área de saúde no Amazonas e que o caos no setor não é uma questão de recursos mais de má administração. A avaliação é do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), deputado delegado Péricles (PSL). Conforme dados iniciais do colegiado, somente no ano passado foram investidos pelo governo do Estado R$ 3 bilhões na saúde.
Na próxima sexta-feira, 12, a CPI vai realizar uma reunião híbrida (presencial e virtual) para colher depoimentos, quando serão ouvidas a gerente de compras da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Alcineide Figueiredo, e a sócia-administradora da empresa Sonoar, Luciane Andrade, que foram citadas pela ex-secretária executiva de Atenção Especializada da Capital, Dayana Mejia, em seu depoimento na última segunda-feira, 8.
Ao ser questionado pelo O Poder sobre o depoimento de Dayana Mejia sobre a compra dos respiradores superfaturados, Péricles afirmou que a ex-secretária passou informações que serão fundamentais para as investigações, mas que ainda serão com outras versões.
“Se vivemos o caos de hoje é porque alguma coisa saiu errado. Não posso criar juízo de valor neste momento, o que posso adiantar é que estamos apurando os fatos e já detectamos muitas falhas”, explicou.
O relator da CPI deputado Fausto Júnior (PRTB) afirmou que a média de investimento por ano na saúde foi de R$ 1,8 bilhão no período de 2011 a 2019.
A CPI realiza nesta sexta-feira, 12, a sua sexta reunião com duas inspeções, três depoimentos e 28 requerimentos aprovados.
O Portal O Poder entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), via e-mail, para repercutir os valores dos investimentos apontados pela CPI, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.
Augusto Costa, para O Poder
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