Um dia depois da Operação Sangria da Polícia Federal do Amazonas deflagrada nesta terça-feira, 30, quando agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do governo do Estado, na sede da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e em outros endereços de funcionários do governo, por causa das irregularidades na compra dos respiradores, os deputados estaduais da base governista ficaram em silêncio nesta quarta-feira, 1º, durante a sessão virtual da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Apenas os deputados da oposição Wilker Barreto e Dermilson Chagas, ambos do Podemos, se manifestaram e cobraram uma posição dos deputados e a volta do trâmite do processo de impeachment do governador Wilson Lima (PSC).
Durante seu pronunciamento, Wilker se reportou ao presidente da Aleam, Josué Neto (PRTB), dizendo que não tinha como não tocar no assunto da Operação Sangria e, o despacho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, à Procuradoria Geral da República (PGR), segundo ele, mostram as irregularidades.
Na esteira do colega, Dermilson Chagas, também destacou a operação e cobrou a volta da tramitação do impeachment.”Não podemos ficar calados. Na Assembleia Legislativa há um silêncio da visita da Polícia Federal na casa do governador. Quando ele estava em Brasília. Não da pra aceitar isso mais. Quantas pessoas vão morrer? E ficar calado é a condenação desse parlamento que vem fazendo um bom trabalho na CPI. Não podemos deixar o dinheiro do Estado do Amazonas ir pra corrupção”, concluiu.
Os deputados aliados não se manifestaram a respeito da Operação Sangria e nem externaram uma defesa do governo do Estado.
Augusto Costa, para o Poder
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