abril 5, 2025 21:56

Comissão processante transfere para terça-feira definição de presidente e relator do impeachment

Os trabalhos da comissão processante, que vai analisar o impeachment do governador Wilson Lima (PSC) e do vice, Carlos Almeida Filho (PRTB), ainda nem começaram e já estão apresentando as primeiras polêmicas. A escolha do presidente e relator da comissão, por exemplo, que deveria ter sido feita hoje, foi transferida para a próxima semana. Por enquanto, o deputado Belarmino Lins (PP), que é membro do grupo, se apresenta como presidente interino.

A tensão entre os membros da base aliada e a oposição, que compõem a comissão, foi puxada pelo deputado Fausto Jr (PRTB), que questionou a reunião desta sexta-feira, 10, marcada para às 9h, alegando que na votação de ontem, quando foi definido rito do processo de impeachment, não havia quórum suficiente de 13 deputados, mas apenas 12 votaram porque no momento o deputado Augusto Ferraz (DEM) não estava presente.

Com a votação sendo anulada, a escolha do presidente e do relator da Comissão Especial do impeachment que seria realizada nesta sexta-feira não teve finalidade.

Após conferir a ata, Belão suspendeu a reunião de hoje e transferiu para a próxima terça-feira, 14, às 11h, depois de confirmar que na votação de ontem faltou quórum mínimo de 13 deputados.

O presidente interino ainda explicou que a pauta de ontem teve 12 votos dos deputados e não 13, que seria necessário para deliberar. “A reunião está marcada para terça-feira, às 11h que pode acontecer se for de entendimento na sala da presidência a reunião da comissão sem prejuízo da reunião plenária”, pontuou.

Após a decisão, de Belarmino Lins, o deputado Wilker Barreto (Podemos) destacou a decisão de adiar a reunião desta sexta-feira.

“Quero parabenizar a atitude vossa excelência pela decisão serena depois de executar todas as etapas e ouvir os pares. É um processo delicado e isso é que é o correto e na terça-feira nos iremos finalizar essa etapa”, afirmou.

Na mesma esteira do colega, Fausto Júnior também destacou a atitude do presidente interino. “Vossa excelência é a pessoa mais indicada para agir com a prudência que é uma marca da sua trajetória política que nesse momento está tomando uma decisão prudente”, justificou.

Ao final da reunião Carlinhos Bessa (PV) também se manifestou e disse que se houve erro foi da casa e não dos deputados. “Fomos surpreendidos quanto a informação hoje e que faça as coisas corretas pela legalidade. Com certeza o que nós queremos aqui é fazer a coisa o mais transparente possível e se houve irregularidade com certeza nenhum deputado contribuiu. Até mesmo a votação mais polêmica que tivemos (votação da inclusão de Cabo Maciel na comissão), tivemos o quórum e a votação suficiente”, disse.

 

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

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