fevereiro 22, 2026 07:54

Mourão diz que Bolsonaro cumprimentará Biden ‘na hora certa’

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira, 9, que o presidente Jair Bolsonaro deve aguardar o final do processo de contestação do resultado eleitoral do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que irá cumprimentar o presidente eleito, Joe Biden, “na hora certa”.

“Eu julgo que o presidente está aguardando terminar esse imbróglio aí de discussão se tem voto falso, se não tem voto falso, para dar o posicionamento dele. Eu acho que… é óbvio que o presidente na hora certa vai transmitir os cumprimentos do Brasil a quem for eleito”, disse Mourão ao ser questionado sobre a demora de Bolsonaro em se pronunciar sobre a eleição presidencial norte-americana.

Conforme as informações que vêm do Palácio do Planalto, o presidente pretende esperar um anúncio oficial ou um discurso de Trump admitindo a derrota. O anúncio oficial é feito depois da apuração dos votos do Colégio Eleitoral, o que acontece apenas no início de janeiro.

Ao ser questionado pela lentidão que possivelmente possa colocar o Brasil em uma posição difícil a nova administração dos EUA, Mourão descartou qualquer tipo de risco em relação a isso.

“Não julgo que corra risco. Acho que vamos aguardar, né? É uma questão prudente. Acho que essa semana define as questões que estão pendentes e aí a coisa volta ao normal e a gente se prepara para o novo relacionamento que tem que ser estabelecido”, disse.

Pronunciamentos

Até agora, mais de 100 chefes de Estado e de governo já cumprimentaram Biden pela eleição. Na lista estão a maioria dos presidentes da América do Sul –inclusive Nicolás Maduro, principal desafeto dos EUA na região– e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, um dos principais aliados de Trump.

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, do México, Andrés Manuel López Obrador, e da China, Xi Jinping, três países com relações intensas com os EUA, também não cumprimentaram o presidente eleito norte-americano. Nos três casos, no entanto, os governos reconheceram o processo eleitoral e informaram que aguardarão o final de todos os procedimentos.

 

 

 

Conteúdo: Reuters

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

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