fevereiro 20, 2026 20:33

Judicializada, eleição para a presidência da AAM externa confronto entre prefeitos

A briga pelo comando da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), judicializada neste final de semana, teve dentre outras coisas, ameaça de esvaziamento da agremiação, acusações de falta de legitimidade para gerir o órgão e troca de farpas entre prefeitos. No domingo, 13, o juiz plantonista do Tribunal de Justiça (TJ-AM), Manuel Amaro de Lima, anulou a reunião, realizada na sede da associação, na sexta, 11, que destituiu o diretor-executivo, Luiz Antônio Cruz, e que conduziu o prefeito reeleito de Manaquiri, Jair Souto (MDB), à presidência da entidade.

De um lado, o prefeito reeleito de Rio Preto da Eva, distante 80 quilômetros de Manaus, Anderson Sousa (PP), afirmou que não houve quórum na reunião de sexta-feira, que conduziu Jair Souto para o comando da associação. De outro, Jair Souto afirma que o atual gestor da AAM não tem legitimidade para ficar no comando da agremiação.

Com uma ação ingressada na sexta-feira, Anderson Sousa conseguiu barrar a definição da assembleia que destituiu o diretor-executivo, Luiz Antônio Cruz, do comando da entidade.

De acordo com o prefeito, em maio deste ano houve a vacância do cargo de direção da AAM, o motivo, as eleições municipais deste ano. “Todos os prefeitos renunciaram para concorrer a eleição. Como tiveram que renunciar, foi nomeado o diretor-executivo, Luiz Antônio Cruz, que é funcionário de carreira da associação, para o comando da agremiação”, explicou Anderson Sousa.

Conforme o prefeito de Rio Preto da Eva, sob o comando do colega Jair Souto, prefeito de Manaquiri, houve uma publicação em um jornal local no dia 10, trazendo informações sobre a assembleia extraordinária, e no dia 11, se realizou a reunião na sede da Associação Amazonense dos Municípios, onde deliberam, dentre outras coisas, do novo comando da agremiação.

“A grande questão é que dos 16 prefeitos que participaram e deliberam na assembleia extraordinária, oito não se reelegeram, ou seja, tudo foi definido sem quórum, com a minoria simples. Sem contar que Jair Souto foi eleito e nem diplomado foi”, disse o prefeito de Rio Preto da Eva.

Anderson Sousa acrescentou que na assembleia extraordinária os presentes mudaram o estatuto da agremiação fazendo com que Jair Souto permaneça no comando da associação pelo biênio de 2021 e 2022.

Segundo Anderson Sousa, se um grupo de prefeito quer antecipar o processo, devem colher ao menos 32 assinaturas. “Eles fizeram uma mudança com minoria simples, que nem ao menos tem direito ao voto. Lembrando ex-prefeitos só podem concorrer para presidência da associação, não tem direito a voto nem podem ocupar cargos de diretoria, conselho fiscal ou tesoureiro.

Anderson afirmou que quer fazer as coisas certas e evitar briga. O prefeito chegou a comentar que ameaçou a deixar a associação, caso as coisas não se resolvam.

‘Tranquilo’

O prefeito eleito de Manaquiri, cidade distante 70 quilômetros de Manaus, Jair Souto, disse estar tranquilo com a decisão do juiz, mas, que aguarda uma análise do mérito do processo. “É legitimo o questionamento do prefeito Anderson, mas, creio que ele está equivocado. São dois pesos para duas medidas, o que vale mais: a legitimidade de um diretor presidente ou de um prefeito?”, questionou.

Souto disse que vai aguardar e ressaltou que não houve eleição, que a assembleia extraordinária não deliberou sobre eleição. “O que houve é a designação de uma diretoria para representar a entidade, isso pelo fato de o estatuto informar que precisa ser um prefeito ou ex-prefeito”, completou.

“O maior crime que possa está acontecendo é uma pessoa ilegítima, de forma monocrática, decidir pelos 62 municípios. É vergonhoso isso, temos que ter maturidade para enfrentar as dificuldades”, completou o prefeito.

Eleição

Segundo estatuto da AAM, a eleição para a representatividade da associação está marcada para acontecer no mês de março. Até o momento, conforme apurado pelo O Poder, ao menos seis nomes aspiram o cargo de presidente do órgão: Jair Souto, Bi Garcia (DEM) de Parintins, Sabugo (PT) de Urucurituba, Natan Macena (Republicanos) de Careiro e Saul (MDB), prefeito de Tabatinga.

 

 

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Montagem

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