fevereiro 21, 2026 19:31

Comitê aciona MP para impedir reajuste para prefeito, vice, secretários e vereadores de Manaus

O Comitê Amazonas de Combate à Corrupção e ao Caixa Dois Eleitoral informou neste domingo, 27, que vai ingressar na próxima semana com representação no Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) para impedir a decisão da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que reajustou os subsídios dos futuros vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários, na última segunda-feira 21.

Segundo o comitê, em uma tramitação relâmpago de dois projetos de leis, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou o reajuste aos subsídios dos futuros vereadores, do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários, sem ouvir a sociedade e sem levar em consideração o momento econômico, social e os impactos da pandemia do coronavírus, do sofrimento do povo brasileiro e das medidas de fechamento de atividades não essenciais pelo Governo do Amazonas, durante o ano de 2020.

“Alegaram os edis que a majoração é uma determinação constitucional e que os subsídios dos parlamentares municipais estavam ‘defasados’, desde 2016. No entanto, o artigo 29 da Constituição Federal não determina a obrigatoriedade do aumento dos subsídios. Ademais, com o aumento dos subsídios dos legisladores municipais, eles terão numa única década um acréscimo de 120% nos salários, pois em outubro de 2012, ganhavam 9,2 mil reais, agora irão ganhar R$ 18, 9 mil, ganho fabuloso fora da realidade do país e do contribuinte de Manaus”, diz o comitê.

Segundo o colegiado, além disso, os serviços públicos municipais não melhoraram na atual década, a cidade enfrenta um péssimo serviço de transporte e muita dificuldade de mobilidade urbana, por exemplo.

Conforme o MP, o Brasil amarga também uma década pedida na economia (2011-2020), cresceu somente 2,2%, enquanto o restante do mundo capitalista cresceu 30,5%, com reflexo terrível no aumento da pobreza, da desigualdade e do desemprego.

Ainda de acordo com o MP, a pandemia do novo coronavírus, que já matou mais 190 mil pessoas no Brasil, acelerou ainda mais a posição pífia da economia nacional e expôs o sistema de saúde pública precário, uma luta somente pelo Poder de uma parte da classe política que sequer trabalha unida para o combate e controle da Covid-19, com um programa de imunização à toda população e, também, Câmaras de Vereadores interessadas apenas em majorar os seus benefícios, dos prefeitos e dos secretários municipais.

 

 

Da Redação O Poder 

Com informações do Comitê 

Foto: Divulgação

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