fevereiro 22, 2026 04:30

Eficácia geral de CoronaVac fica abaixo de 60%, mas dentro do aceitável

A taxa de eficácia geral da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ficou abaixo dos 60%, mas acima de 50%, mínimo determinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aprovar o imunizante.

Duas pessoas que têm acesso ao estudo do Butantan afirmaram à reportagem que o índice da vacina, a ser apresentado oficialmente amanhã no instituto, mostra que o imunizante é eficaz para atingir a imunidade coletiva e está dentro dos padrões da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Segundo elas, quem tomar a vacina criará anticorpos contra o novo coronavírus e, mesmo que seja contaminado, terá apenas sintomas leves, como dor de cabeça, que poderão ser tratados com medicação leve.

Na semana passada, o governo João Doria (PSDB) havia anunciado, depois de dois adiamentos, que a taxa de eficácia clínica (capacidade de prevenção da doença em casos mais leves) é de 78%.

No caso de sintomas mais graves, a taxa de eficácia foi de 100%, ou seja, nenhum voluntário desenvolveu a forma mais grave do coronavírus, que pode levar à morte. Isso significa, segundo pesquisadores, que a vacina pode reduzir a demanda por leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Já o índice de eficácia geral também é calculado ao final da fase 3 de testes em seres humanos. Nessa etapa, parte de um grupo toma o imunizante e outra parte toma um placebo (um composto neutro). A partir daí, pesquisadores acompanham quantos participantes, ao todo, desenvolveram a doença, seja de forma leve, moderada ou grave.

A eficácia geral é calculada dessa diferença entre os dois grupos. Se, no grupo que tomou o imunizante, mais de 50% dos integrantes não tiverem manifestado a doença, a vacina é considerada eficaz. Essa conta é feita proporcionalmente, considerando os infectados nos dois grupos.

O pedido de uso emergencial (para grupos restritos como indígenas, idosos e profissionais da saúde) foi feito à Anvisa na última sexta-feira (9), e a agência tem até dez dias para decidir se permite ou não a vacinação. Neste período serão analisados os estudos do Butantan e a segurança e eficácia da vacina.

Neste final de semana, a Anvisa solicitou informações que não foram entregues pelo Butantan. Entre as pendências está o relatório de imunogenicidade do estudo fase 3 —relativo à a capacidade do medicamento dar resposta imune.

A expectativa do governo paulista, que hoje voltou a cobrar celeridade da Anvisa, é de dar início à imunização com a CoronaVac no dia 25 de janeiro. O plano apresentado prevê prioridade para imunização de profissionais da saúde, quilombolas, indígenas e idosos.

O governo federal, que anunciou a compra até o final do ano de 100 milhões de doses da vacina a ser produzida no Butantan. A pasta informou que a programação mais próxima é para início da vacinação em 20 de janeiro. Mas ressalta que isso só será possível se houver vacinas aprovadas pela Anvisa e doses disponíveis para aplicação.

No final de semana, ministério informou que todas as vacinas foram compradas do Butantan e serão entregues pelo SUS (Sistema Único de Saúde) simultaneamente aos estados.

O país tem 203.153 mortes em decorrência do novo coronavírus e 8,1 milhões de infectados.

 

 

Conteúdo: UOL 

Foto: Reprodução 

 

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