Em transmissão ao vivo nesta segunda-feira, 8, nas redes sociais do governo, Wilson Lima (PSC) destacou que a crise da falta de oxigênio não é um problema isolado somente do Amazonas, mas uma questão mundial. Ele cita como exemplo, a cidade americana de Los Angeles, na Califórnia, que nos primeiros dias deste ano já apresentava casos de ausência de oxigênio em unidades de saúde. Wilson elenca ainda cidades de Portugal, México, Egito, Nigéria e África do Sul.
“O mundo todo tem acompanhado o que tem acontecido, por exemplo, em Portugal, em que o país está transferindo pacientes para outros países, para poder receber atendimento. Estou acompanhando aqui na BBC Brasil, um dado, que é inclusive da Organização Mundial de Saúde (OMS), de outros países que enfrentam o mesmo problema. É o caso do México, por exemplo, onde recentemente, teve registro de roubo de carga de oxigênio”, destacou o governador do Amazonas.
“O Egito também está com problema de oxigênio, Nigéria, África do Sul. Esse é um problema que não é só o nosso Estado que está enfrentado, é um problema mundial. E a gente tem um diferencial aqui no Amazonas, nós estamos num período chuvoso, em que há uma maior incidência de síndromes respiratórias. Aliado a isso, nós temos um problema de logística, uma dificuldade muito grande para que os insumos possam chegar aqui”, acrescentou Wilson.
De acordo com OMS, um em cada cinco pacientes com Covid-19 precisará de oxigênio. Em casos graves, a proporção é de três para cinco. A organização acrescenta que alguns hospitais em diversos países viram a demanda por oxigênio aumentar entre cinco e sete vezes os níveis normais devido ao fluxo de pacientes com doenças graves e críticas.
No Brasil, a crise se estende para além do Amazonas, sendo possível identificar problemas relacionados à alta demanda por oxigênio em pelo menos mais três estados da região norte.
“Esse é um problema que não só o estado do Amazonas enfrenta, mas a região norte, o Brasil e o mundo como um todo. Hoje de manhã eu recebi, inclusive, a informação de que três estados da região norte já correm o risco de ter problemas com o abastecimento de oxigênio, é o caso do Pará, Roraima e Amapá. Essa é uma preocupação desses governadores”, ressaltou o governador do Amazonas.
Ações
Na live, Wilson Lima reforçou que no último sábado, 6, chegou ao Amazonas um tanque criogênico da empresa White Martins, carregado com aproximadamente 90 mil metros cúbicos de oxigênio medicinal (O2). O tanque saiu do porto de Santos (SP) em um navio da Marinha. A operação, realizada em parceria com o governo federal, será realizada toda semana.
Além disso, 22 miniusinas de produção de oxigênio já estão operando no Estado, garantindo uma produção de algo em torno de 10 mil metros cúbicos, ao dia. A meta é instalar 69 miniusinas, tanto na capital quanto no interior, para reforçar o abastecimento de algumas unidades, e garantir a autossuficiência em outras.
Da Redação O Poder
Com informações da Secom
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