Claro e Tim optaram por não participar da Operação Hefesto, parceria entre Prefeitura de Manaus, Governo do Amazonas e empresas de telefonia para coibir o furto do patrimônio público. A informação foi dada pelo titular da Secretária de Segurança Pública (SSP), coronel Louismar Bonates.
Lançada na manhã desta quarta-feira, 30, a operação será realizada em conjunto para evitar furtos de tampas de bueiros, cabos de energia, placas de metal, chapas de ferro e outros materiais. A ação vai durar três dias e deverá acontecer novamente nas próximas semanas.
“É uma operação para dar qualidade novamente aos serviços que são oferecidos para a comunidade. Empresas de telefonia, luz e água têm sofrido constantemente com os furtos de cabos e tampas de bueiros. A ação começará hoje e será prolongada o tempo que for necessário”, explicou Bonates.
De acordo com o secretário, 43 pessoas já foram presas pela operação, que conta com um efetivo de 200 servidores públicos, entre policiais e parte administrativa, distribuídos nas seis zonas da capital amazonense. Ainda conforme Bonates, uma Central de Fiscalização deverá ser criada especificamente para esse tipo de trabalho.
“Vamos acabar com esses ferros-velhos que existem na cidade. A partir de agora, quem for pego furtando e, principalmente, recebendo esses materiais será preso. Esse trabalho também está sendo realizado com empresas que oferecem serviços de telefonia, água e luz. Exceto Claro e Tim que se recusaram a participar”, informou o secretário de Segurança Pública.
Apoio
De acordo com o coordenador do gabinete do prefeito David Almeida, Sérgio Fontes, a operação contará com o apoio das secretarias municipais responsáveis pela fiscalização dentro do município como o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), de Infraestrutura (Seminf), entre outras.
“Esses órgãos irão autuar as atividades irregulares dos ferros-velhos. Mais do que a questão patrimonial, a operação conjunta é para garantir a segurança do cidadão, porque cada fio furtado gera inúmeros problemas, como falta de água e luz. Um bueiro aberto pode causar um acidente fatal”, explica Fontes.
Segundo Fontes, a operação foi necessária, visto que outras estratégias não funcionaram. “Essa situação virou uma crise que o Estado tem que resolver. São pessoas viciadas ou que precisam comer e trocam por valores baixos. O culpado é quem faz a receptação. A situação estava aumentando e a prefeitura e o governo precisavam dar um basta nessa situação”, disse.
Denúncias podem ser feitas pelo 181, 190 e canais de comunicação da Prefeitura de Manaus e da Secretaria de Segurança Pública.
Priscila Rosas, O Poder
Foto: Divulgação SSP
Edição e Revisão: Alyne Araújo e Henderson Martins