fevereiro 21, 2026 19:42

Associação rebate declaração de Bolsonaro sobre reajuste no preço do gás

A declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre o reajuste no preço do gás foi rebatida pela Associação Brasileira das Entidades Representativas das Revendas de Gás LP (Abragás). Em nota, a entidade diz que o presidente está desinformado.

Em entrevista para a rádio Itatiaia de Belo Horizonte, Bolsonaro criticou o preço do gás de cozinha e culpou os revendedores “por meter a mão no bolso do pobre”. “O presidente precisa ser informado que, antes do gás chegar aos mais de 60 mil revendedores que fazem a entrega dos botijões aos consumidores, existe um oligopólio que durante o seu governo se concentrou um pouco mais, quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a venda da Liquigás que pertencia a Petrobras para as congêneres do setor. Assim, esse oligopólio formado por quatro grupos econômicos foi reforçado e passou a dominar 93% da distribuição de GLP no Brasil”, diz trecho da nota da Abragás.

O maior custo logístico, conforme a Associação, de fato está com os revendedores que fazem a entrega de botijões de gás de um a um, de casa em casa aos consumidores. A composição básica desses custos são os combustíveis, manutenção de veículos, folha de pagamento, contribuições sociais entre outros.

Para a entidade, é preciso esclarecer que margem bruta não significa lucro e informar que as pesquisas disponíveis do órgão oficial não têm refletido a verdade dos preços. “Antes de terceirizar o problema para o mercado e, nesse caso as revendas, os culpando por ‘meter a mão no bolso do pobre’, o Governo precisa definir qual estratégia irá adotar para subsidiar o gás de cozinha para a classe menos favorecida. Entendemos que existe uma classe social necessitando dessa ajuda, mas, isso deve ser política de Estado e não de micros e pequenos empresários que carregam o aço nas costas todos os dias para abastecer a nação”, pontua a Abragás.

Quanto ao ICMS que também contribui com grande parte do preço do botijão de gás (de R$ 11 a R$ 18 por botijão, dependendo do local), a entidade avisa que cabe aos governadores dos Estados refletirem sobre o “bolso do pobre”, conforme foi considerado na entrevista do Presidente.

De acordo com a Abragás, atualmente há mais de 60 mil revendedores, entregando 34 milhões de botijões de gás no país.

 

Da Redação

Foto: Reprodução

 

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