O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão (PRTB), vive um “dilema” para cumprir uma promessa que fez para empresários de Manaus em março de 2019, quando afirmou que “comeria a própria boina” caso não se cumprisse o asfaltamento da BR-319. A conversa de Mourão com empresários e políticos locais aconteceu na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).
A “promessa” pode ser cumprida caso o ministro da Infraestrutura, o secretário nacional de Transportes e diretor do Departamento Nacional de Trânsito não resolvam o problema de asfaltamento da BR-319. “Se esse trio não resolver o problema da BR-319, eu vou dizer algo muito falado no Exército. Eu vou comer minha boina. É a única solução. Esse trio tem que resolver o problema da BR-319 e a Hidrovia do Madeira. Então, com isso, nós vamos integrar o Estado”, declarou Mourão à época.
Sonho
Com pouco menos de um ano para terminar o mandato, as promessas do presidente Jair Bolsonaro (PL) de pavimentar a rodovia BR-319 (Manaus/Porto Velho), feitas durante a campanha política e citadas em suas visitas ao Amazonas, não passaram de um sonho que, mais uma vez, ficou para trás.
A falta de dotação orçamentária também foi um dos descasos em relação à rodovia e os recursos projetados na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada no Congresso Nacional em 2021, permitiria que apenas 20 quilômetros dos 855 totais da estrada recebam obras.
Durante a campanha presidencial, em 2018, o então candidato Jair Bolsonaro prometeu concluir a pavimentação da BR-319, se referindo às obras dos trechos da estrada que estão entre os extremos, conhecidos como “lote C”, com 52 quilômetros, e “trecho do meio”, que tem 407 quilômetros.
Em visita à região amazônica, no dia 25 de julho de 2019, o presidente Jair Bolsonaro prometeu asfaltar a BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia.
Será que Mourão comerá a boina?
Henderson Martins, para O Poder
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