O Partido dos Trabalhadores (PT) ainda não “bateu o martelo” sobre não ter candidatos da sigla nas eleições deste ano para cargos majoritários no Amazonas. A decisão depende de alguns fatores.
“Nas conversas que eu participei, em nenhum momento, foi dito que no Amazonas não é para lançar candidato a governador ou ao senado. Agora, não tem uma decisão. Depende do que vai acontecer lá na frente”, disse durante uma reunião no partido, realizada nessa quinta-feira, 17.
Dessa maneira, o deputado federal contraria o posicionamento do ex-presidente Lula, que pretende fortalecer a sigla no Congresso Nacional. A ideia é ter de dois a três deputados federais por meio de uma federação.
“Não está dito que o PT está com o Omar, com o PSD e nem que eles estão com o PT e com o Lula, não tem nada decidido”, frisou Zé Ricardo durante a reunião. “Eu vejo outros Estados lançando candidatos também. Porque a Nacional já falou que o governo não é prioridade, isso não significa que não está trabalhando para impedir nomes”, ressaltou o parlamentar.
Em seu discurso, Zé Ricardo insinuou que a aproximação do senador Omar Aziz (PSD) com o ex-presidente Lula não faria “bem” para a imagem do PT por conta do envolvimento do parlamentar em polêmicas na área da Saúde. “Não sei se isso ajuda o partido”, comentou.
Nas eleições de 2020, Zé Ricardo foi o candidato do PT para disputar a Prefeitura de Manaus e teve um bom desempenho no pleito.
Visita relâmpago
Lula esteve em Manaus no início do mês para abastecer sua aeronave e aproveitou para se reunir com políticos locais. O petista frisou que pretende fortalecer o apoio em Brasília com deputados federais e senadores. Mas, sobre uma candidatura a governo no Amazonas, não há definição. Até abril, é esperado que o PT forme uma federação com partidos como o PCdoB, PV e PSB.
Priscila Rosas, para O Poder
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Edição e Revisão: Alyne Araújo e Henderson Martins