Depois de mais de um ano que a deputada Joana Darc (União Brasil) acusou publicamente 16 deputados de venderem seus votos por R$ 200 mil, a decisão de apresentar no plenário o parecer da Comissão de Constituição Justiça e Redação (CCJR) está nas mãos do presidente Roberto Cidade e dos membros da Mesa Diretora. A comissão pode definir desde uma advertência, suspensão ou cassação do mandato.
Fontes dos bastidores políticos da Aleam confirmaram, nesta segunda-feira, 23, com exclusividade ao Portal O Poder, que o processo por quebra de decoro da deputada Joana Darc se encontra em poder da Mesa Diretora da Aleam. Além disso, pode ser votado pelos deputados ou arquivado a qualquer momento, dependendo da decisão dos parlamentares.
“O processo da deputada Joana Darc foi para a Mesa Diretora. Na última reunião da CCJR, houve votação para definir se o processo seria encaminhado para a Comissão de Ética ou para a Mesa Diretora. Foi decidido o encaminhamento para a Mesa Diretora com votos contrários dos deputados Delegado Péricles e Wilker Barreto. A Mesa Diretora vai deliberar o processo e vão decidir pelo arquivamento, punição ou se vão encaminhar para votação em plenário”, afirmou a fonte.
Na época em que Joana Darc usou a tribuna da Aleam, em dezembro de 2020 para acusar os parlamentares de terem vendido seus votos, foi pedida uma retração da deputada que, ao retornar da licença-maternidade, pediu desculpas aos colegas reconhecendo que havia se excedido.
De acordo com fontes da Aleam, a expectativa é de que, em ano eleitoral e depois que os ânimos se acalmarem, o processo da deputada fique “travado” ou tramite lentamente até passar as eleições, embora a oposição continue a cobrar a Mesa Diretora que o processo seja votado no plenário pelos deputados.
Augusto Costa, para O Poder
Foto: Acervo O Poder