abril 17, 2025 11:46

Ipec: Lula tem 50% no 2º turno, e Bolsonaro, 43%

Pesquisa do Ipec divulgada nesta segunda-feira, 17, encomendada pela Globo, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 50% de intenção de votos no segundo turno e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 43%.

O novo levantamento foi feito entre sábado, 15, e nesta segunda, e os resultados se referem à intenção de voto no momento das entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

  • Lula (PT): 50 %
  • Bolsonaro (PL): 43%
  • Branco e nulo: 5%
  • Não sabem/não responderam: 2%

Na pesquisa anterior do Ipec, divulgada dia 7 de outubro, Lula tinha 51%; Bolsonaro, 42%.

Votos válidos

Se a eleição fosse hoje, Lula teria 54% dos votos válidos, e Bolsonaro, 46%. Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

No levantamento anterior do Ipec, Lula tinha 55% dos votos válidos; Bolsonaro, 45%.

Este é o terceiro levantamento do Ipec após o primeiro turno das eleições. Foram entrevistadas 3.008 pessoas em 184 municípios entre sábado (15) e segunda-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02707/2022.

No primeiro turno, Lula recebeu 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões (43,2%). O segundo turno está marcado para 30 de outubro.

Intenção de voto – pesquisa espontânea 

Já na sondagem espontânea, os entrevistadores não apresentam previamente o nome de nenhum dos dois candidatos. Nesse cenário, Lula aparece com 48%, e Bolsonaro, com 42% (veja infográfico abaixo). Brancos e nulos somaram 6% – e 4% dos entrevistados disseram que não sabem ou preferem não opinar.

Em relação ao levantamento anterior, os eleitores que declararam espontaneamente que pretendem votar em branco ou anular o voto oscilou de 5% para 6%. “Essa proporção de eleitores pode trazer movimentações de última hora”, disse o Ipec.

Destaques da pesquisa

O levantamento mostra que Lula vai melhor entre eleitores que:

  • Avaliam negativamente o governo Bolsonaro (permanece com 92%);
  • moram na região Nordeste (oscilou de 70% para 68%);
  • com renda familiar mensal de até 1 salário mínimo (oscilou de 65% para 62%), frente aos que têm renda familiar de mais de mais de 5 salários mínimos (varia de 31% para 36%);
  • são católicos (tinha 60% e agora tem 56%);
  • têm ensino fundamental (foi 62% para 59%), frente aos que têm ensino médio (tinha 48% e agora tem 46%) e superior (variou de 42% para 43%);
  • se autodeclaram como pretos/pardos (oscilou de 57% para 55%), na comparação com quem se autodeclara branco (oscilou de 44% para 43%).
  • e moram em domicílio no qual alguém recebe benefícios do governo federal (oscilou de 59% para 60%), na comparação com aqueles que moram em domicílios onde ninguém recebe auxílio do governo (tinha 48% e agora tem 45%)

O levantamento mostra que Bolsonaro vai melhor entre eleitores que:

  • avaliam como ótima ou boa a sua gestão (tinha 91% e agora tem 92%);
  • têm renda familiar mensal superior a 5 salários mínimos (variou de 62% para 59%), em relação àqueles que têm renda de até 1 salário mínimo (oscilou de 28% para 31%);
  • são evangélicos (tinha 63% neste segmento, agora tem 60%);
  • vivem nas regiões Sul (oscilou de 56% para 52%) e Norte/Centro-Oeste (segue com 52%);
  • têm ensino superior (oscilou de 50% para 48%), na comparação com os menos instruídos (oscilou de 32% para 34%);
  • se autodeclaram brancos (de 50% para 49%), em relação aos que se autodeclaram pretos/pardos (varia de 36% para 38%);
  • e os que moram em domicílio no qual ninguém recebe benefícios do governo federal (variou de 45% para 46%) na comparação com aqueles moram em domicílios onde alguém recebe tais auxílios (oscilou de 32% para 34%).

Simulações anteriores de 2º turno 

Antes do primeiro turno, que aconteceu em 2 de outubro, o Ipec também fez simulações de segundo turno (veja infográfico abaixo). Na sondagem divulgada na véspera da votação, Lula tinha 52% das intenções de voto, e Bolsonaro, 37%.

A diretora do instituto, Márcia Cavallari, afirmou na semana passada, em entrevista à GloboNews, que não se deve fazer uma comparação entre os levantamentos anteriores ao primeiro turno e os posteriores. “Porque é uma nova situação, em que o eleitor se reposiciona”, explicou ela.

Índice de rejeição dos candidatos 

A pesquisa Ipec apontou ainda o índice de rejeição dos candidatos. A sondagem mostra que 46% dos eleitores brasileiros não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro, e 41% não votariam de jeito nenhum em Lula.

O levantamento anterior do instituto, divulgado em 10 de outubro, indicou que o atual presidente tinha 48% de rejeição, e o petista, 40%.

Índice de aprovação do governo 

A pesquisa Ipec apontou também os índices de avaliação do atual governo. A sondagem mostra que o presidente Bolsonaro tem 39% de avaliações negativas (ruim ou péssimo) e 37% de avaliações positivas (ótimo ou bom). Os que consideram a gestão regular são 23%.

O levantamento anterior do instituto, divulgado em 10 de outubro, indicou que o atual presidente era reprovado por 41% e aprovado por 38%.

O Ipec também aponta que 52% dos brasileiros desaprovam a maneira de Bolsonaro governar, enquanto 44% a aprovam. Os dados do levantamento também apontam um cenário melhor para Bolsonaro na comparação com o aferido no fim do mês passado (veja infográfico abaixo).

Índice de definição de voto 

Pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira (17), encomendada pela Globo, aponta que 93% dos eleitores brasileiros dizem estar totalmente decididos em quem irão votar para presidente no segundo turno. Os que dizem que ainda podem mudar de opinião são 7%.

O levantamento anterior do instituto, divulgado em 10 de outubro, indicou que 94% dos eleitores diziam estar decididos sobre o voto.

 

Da Redação, com informações do G1

Foto: Nelson Almeida/AFP 

 

 

 

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