fevereiro 22, 2026 13:26

Cargos vagos em órgãos federais podem ser abrigos para novos aliados

Um levantamento feito pelo Valor indicou que ainda há, após dois meses de Governo Lula, 60 – das 178 – secretarias ou órgãos similares seguem sem ‘voz de comando’.

Ainda conforme o levantamento, ao menos cem departamentos e diretorias abaixo dessas secretarias também estão sem chefia.

A mesma publicação cita que, das 72 estatais e autarquias, 47 estão na mesma situação.

O levantamento chamou a atenção para o Ministério das Relações Exteriores, no qual nenhuma das secretarias teve a nomeação publicada até o momento, e para Portos e Aeroportos, em que dois secretários foram escolhidos, mas seguem sem nomeação.

Na Ciência e Tecnologia, as quatro secretarias estão vagas e, no Ministério das Cidades, o programa Minha Casa Minha Vida foi relançado sem que o ministro Jader Filho tenha indicado um responsável pela Secretaria de Habitação.

No Amazonas, as nomeações mais esperadas estão relacionadas ao comando da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

No entanto, há, pelo menos, 56 cargos federais em vacância no Estado. Há um mês, o Portal O Poder listou as entidades que estão com cargos importantes vagos.

Em nota ao Valor, o Ministério da Casa Civil disse que “o fluxo de nomeações está correndo normalmente e sem acúmulo de demandas”.

Porém, o cientista político Breno Leite avalia a morosidade como um “tempo propício às últimas articulações da nova gestão”. O que pode ser justificado pelos conchavos políticos entre o Governo Lula e siglas que, inicialmente, não apoiaram o atual presidente, como é o caso do Partido Liberal (PL) e União Brasil (UB).

“Eles [Governo Federal] ainda estão com o tempo para abrigar novos aliados e vão se garantir disso até o último minuto. Não são apenas cargos, são peças importantes para a caminhada dos próximos anos”, reforçou Leite.

 

Da Redação, Portal O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro, Portal O Poder

 

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