Roraima – Durante sessão plenária nessa terça-feira, 6, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Soldado Sampaio (Republicanos), ameaçou reagir ‘fortemente’ contra a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, após anúncio de um decreto do Governo Federal que prevê a criação da Floresta Nacional do Parima e a ampliação das áreas territoriais da Estação Ecológica de Maracá e do Parque Nacional do Viruá.
O deputado bolsonarista Soldado Sampaio, que participou da sessão de forma remota, classificou como “inaceitável” a atitude de Maria Silva. Sampaio afirmou que a Assembleia irá reagir “fortemente” contra a ação e pediu apoio ao governo estadual, bancada federal e à sociedade.
Sampaio prometeu, ainda, liderar um movimento em Roraima contra a política presidida pela ministra Marina Silva, intitulada por ele como ‘persona non grata’ em Roraima. Para o deputado bolsonarista, o compromisso de Mariana não é com o desenvolvimento, mas apenas com as Organizações não governamentais e a comunidade internacional.
“Não podemos compactuar, de forma nenhuma, com essas novas ampliações de reservas indígenas, e, também, de parques de preservação ambiental. Se precisar, vamos liderar esse movimento popular em Roraima, seja qual for a forma, para não aceitar, mais uma vez, essa política presidida pela ministra Marina Silva, ‘persona non grata’ em Roraima. Ela não tem preocupação nenhuma com o desenvolvimento da Amazônia. O compromisso dela é com as ONGs. Ela está a serviço da comunidade internacional. Quero conclamar todos os deputados, nossa bancada federal, nosso governador e, em especial, a sociedade para não aceitarmos, em hipótese nenhuma, esse tipo de retrocesso na economia”, declarou.
Moção de protesto
Diante do posicionamento de Sampaio, os deputados aprovaram, na sessão plenária desta terça-feira, uma moção de protesto ao Ofício nº 3.159/2023, do Ministério do Meio Ambiente, que informa sobre o decreto do governo federal que prevê a criação da Floresta Nacional do Parima e a ampliação das áreas territoriais da Estação Ecológica de Maracá e do Parque Nacional do Viruá. A solicitação da ministra Marina Silva ocorre por meio de pedidos de organizações não governamentais (ONGs).
Foto: Divulgação