Até o período de recesso das atividades do Supremo Tribunal Federal (STF), no meio deste ano, o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG) aparecia como franco-favorito à vaga da ministra Rosa Weber, que se aposenta em outubro, quando faz 75 anos.
No entanto, este ‘vácuo’ parece não ter sido bom para o presidente do Senado que, neste período, viu outros nomes despontarem e ganharem ‘torcida’ pelos bastidores do Supremo.
Além do fator tempo, a posição contrária a uma decisão do STF parece ter fulminado de vez as chances da indicação de Pacheco à vaga de Weber.
No início deste mês, Pacheco disse que era um “equívoco grave” a liberação de drogas
por decisão do STF e que cabia ao Congresso o papel de discutir a descriminalização, não cabendo à Corte do Supremo contrariar a lei atual vigente.
Bruno Dantas no ‘bolão’
Os ministros Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU) e Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) seguem no páreo. No entanto, é o nome de Dantas que mais têm sido apontado como principal ‘aposta’ de indicação.
Alguns diferenciais podem pesar na escolha de quem substituirá a ministra Rosa Weber.
No caso de Bruno Dantas, a escolha tem apoio de um combo de políticos, como o senador Renan Calheiros (MDB) e o ex-presidente José Sarney, e do ministro do STF, Gilmar Mendes.
Também conta a favor de Dantas fato de ser baiano. O estado não tem um representante na Corte desde 2003, e atualmente, o Nordeste só tem um assento entre os 11, ocupado pelo ministro Kássio Nunes Marques, do Piauí.
Da Redação O Poder
Ilustração: Neto Ribeiro, Portal O Poder