abril 4, 2025 08:15

RR: Cassado, Denarium tem aliados envolvidos em fraudes licitatórias e investigado por tráfico

Roraima – O grupo político liderado pelo governador cassado de Roraima, Antonio Denarium (PP), que ascendeu nos últimos anos, tem aliado investigado por envolvimento com o tráfico de drogas, prefeito preso suspeito de fraudes licitatórias, além de outros por suspeitas de outros crimes.

Dos casos mais recentes, o prefeito de Alto Alegre, Pedro Henrique Machado (PSD), se entregou à Polícia Federal no dia 31 de agosto, após ficar dois dias foragido. Após ficar calado durante depoimento à PF, Machado foi levado para a Penitenciária de Monte Cristo, onde segue preso.

Pedro Henrique Machado, político jovem que tinha futuro promissor na política, é um dos alvos da Operação Leviatã, que investiga um esquema criminoso de fraudes em licitações. As investigações apontam que Machado teria envolvimento direto.

Além disso, o prefeito também foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE) em abril de 2021. À época, a alegação foi compra de votos por meio de entregas de cestas básicas durantes as eleições de 2020.

Na mira da PF  

Fiel aliado do governador Antonio Denarium, o presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, Genilson Costa (SD), também é alvo de uma investigação da Polícia Federal.

No mês de abril do ano passado, Genilson Costa foi um dos alvos da Operação Tânatos, deflagrada pela Polícia Federal, com o objetivo de investigar uma organização criminosa que atuava com tráfico de drogas. Costa era apontado como suposto colaborador da organização criminosa disponibilizando veículos para o transporte das drogas.

Na tribuna, Costa negou quaisquer envolvimento com o tráfico de drogas e afirmou que a verdade sobre sua conduta viria à tona ao curso das investigações.

Já no início deste ano, o vereador entrou na mira de um inquérito do Exército Brasileiro após se envolver em um incidente na RR-205, sentido Alto Alegre.

Na ocasião, o vereador Kleber Siqueira teria furado o bloqueio militar e colidido contra a traseira de um veículo militar. Genilson Costa estaria em outro veículo e chegou a convocar amigos policiais para o socorrem.

Contudo, após se negarem a fazer exame de bafômetro, o Exército Brasileiro instaurasse uma investigação para apurar o ocorrido. Dias após, Câmara de Boa Vista foi notificada para que os dois vereadores prestassem esclarecimentos sobre incidente.

Costa nega ser investigado e alega ser ouvido apenas como testemunha pois passava pelo local quando o carro de Kleber Siqueira foi alvejado com um disparo de arma de fogo, após ter furado bloqueio militar.

Gafanhoto 

Outro político com forte influência no Governo de Antonio Denarium, o senador e presidente do diretório estadual do Republicanos, Mecias de Jesus, foi condenado pela Justiça Federal por prática de atos de improbidade administrativa, além de ter os direitos políticos suspensos por cinco anos e ter que restituir R$ 1,9 milhão aos cofres públicos.

Mecias é suspeito de ter participação em esquema de desvio de verbas públicas oriundas de convênios federais, na operação Praga do Egito, que ficou conhecida nacionalmente como ‘Escândalo dos Gafanhotos’. À época deputado, teria incluído pessoas humildes como falsos funcionários do Estado de Roraima. A ação teria resultado no desvio de milhões.

Para reparar o dano ao erário público, Mecias foi condenado a restituir aos cofres públicos R$ 1,9 milhão corrigidos monetariamente desde janeiro de 2002, época em que teria ocorrido o crime. Consta, ainda, que o parlamentar deverá pagar multa civil equivalente ao valor atualizado do dano.

Faminto pelo cotão

O senador e presidente do diretório estadual do PP, Hiran Gonçalves também é alvo de uma investigação da Polícia Federal. Ocorre que em 2020, o então deputado federal Hiran Gonçalves e mais 28 parlamentares (entre senadores e deputados) começaram a ser investigados por desvio de verba da cota parlamentar utilizada em publicidades pelos parlamentares.

De acordo com o inquérito da PF, há suspeitas de um forte esquema de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Ainda conforme as investigações, os alvos da operação pediram reembolso de verba que teriam sido destinadas à publicidade, mas, na prática, não comprovaram os gastos.

A Polícia Federal, então, pediu as notas fiscais referentes ao serviço, por meio de ofícios aos gabinetes dos parlamentares, que não enviaram os documentos.

Foto: Divulgação 

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