Com um pedido de impeachment protocolado na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) por sua gestão desastrosa e caos na saúde, a titular da Secretaria de Saúde, Cecília Lorenzon, foi à Casa Legislativa nesta quarta-feira, 27, falar sobre execução de emendas parlamentares em uma reunião amistosa.
Na sala de reuniões da Mesa Diretora da Casa Legislativa, a secretária afirmou que das 45 emendas individuais e coletivas, apresentadas pelos deputados no orçamento deste ano, apenas 55,5% já foram executadas ou estão em execução pela Sesau. Somadas todas as emendas, o valor ultrapassa os R$ 50,2 milhões, com parte deles sendo destinada para municípios do interior.
Ao final do encontro, Cecília ainda teve o cinismo de afirmar que a reunião foi “excelente”. Ao afirmar que a reunião mostra a harmonia entre o governador cassado Antonio Denarium e os deputados, Cecília confirma descaradamente que Antonio Denarium tem os parlamentares nas mãos. Um exemplo recente é a esposa do governador ter sido agraciada pelos parlamentares com uma vaga vitalícia no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
“Os deputados atuam de forma complementar a essas necessidades. A pasta da Saúde é sensível e nada mais justo que mostrar todos os feitos e aquilo que podemos alcançar com a participação do Legislativo”, disse, ao acrescentar que, na próxima reunião com a Casa, deve levar um planejamento sobre as reais necessidades da secretaria.
As emendas parlamentares são indicações feitas pelos deputados no orçamento do governo e podem contemplar qualquer área. A execução é obrigatória e constitucional. As emendas na área da Saúde, por exemplo, tratam desde compra de materiais e medicamentos à construção e ampliação de unidades de saúde.
Participaram do encontro os parlamentares Tayla Peres (Republicanos), Idazio da Perfil (MDB), Odilon Filho (Podemos), Catarina Guerra (União), Gabriel Picanço (Republicanos), Marcinho Belota (Republicanos), Chico Mozart (Progressistas), Isamar Júnior (Podemos), Dr. Cláudio Cirurgião (União), Renato Silva (Podemos), Aurelina Medeiros (Progressistas) e Armando Neto (PL).
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