Roraima – Harrison Nei Correa Mota, sobrinho do ex-senador Telmário Mota, ambos alvos da operação Caçada Real, se entregou à Polícia Civil de Roraima no início da noite desta quarta-feira, 8. Após um longo depoimento, Ney Mentira, como é conhecido, pediu para falar com a imprensa.
Durante coletiva de imprensa, Ney Mentira afirmou que a motocicleta utilizada no dia do assassinato de Antonia Araújo Sousa, mãe de uma filha do ex-senador, foi comprada a pedido de Cleidiane Gomes da Costa, assessora do ex-senador. Esta está sendo monitorada por tornozeleira eletrônica.
“Eu comprei a moto e passei para a Cleidiane. Eu já fiz várias coisas erradas, estou pagando e já paguei, não é por isso que vou continuar sendo errado. Eu estava trabalhando na Secretaria do Índio, eu não devo nada”, disse Mentira.
Segundo a Polícia Civil, o sobrinho do ex-senador se entregou no Distrito de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) por volta das 18h30. O sobrinho do ex-senador disse, ainda, que a motocicleta utilizada no crime foi comprada por R$ 4 mil e ele recebeu uma comissão de R$ 500.
Caçada Real
O ex-senador por Roraima Telmário Mota foi preso na noite de 30 outubro, no Estado de Goiás. O político é alvo da Operação Caçada Real, da Polícia Civil de Roraima, que investiga o envolvimento de Telmário no assassinato de Antônia Araújo Sousa, de 52 anos, ocorrido no dia 29 de setembro deste ano, no bairro Senador Hélio Campos.
Antônia é mãe de uma filha do ex-senador, que denunciou ter sido estuprada pelo próprio pai no mês de agosto do ano passado. Mota negou o crime e alega que está sendo alvo de uma trama política.
O crime
Antônia Araújo Sousa saía de sua casa, no dia 29 de setembro, quando foi abordada por um homem que perguntou seu nome e, ao confirmar, ela foi atingida com um único tiro na cabeça.
O nome “Caçada Real” remete a fazenda do ex-senador e foi deflagrada em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Departamento de Inteligência (Deint) da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar e a Divisão de Inteligência Policial (Dipo) da Polícia Civil do Distrito Federal.
Durante a operação, a PC prendeu Leandro Cruz da Conceição, apontado como quem efetuou o disparo que matou Antônia, além disso uma mulher identificada como Cleidiane Gomes da Costa, assessora de Telmário, recebeu medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica. Ela monitorou Antônia antes do crime à mando do ex-senador.
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