julho 15, 2024 08:02

“Devemos passar uma borracha no passado” diz Bolsonaro em ato.

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Lideranças da direita brasileira e os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é investigado por tentativa de golpe entre outros crimes no Supremo Tribunal Federal (STF), discursam em cima de trio elétrico neste domingo, 25, na Avenida Paulista.

O discurso de Michelle começou às 15h10, com forte teor religioso. A ex-primeira-dama disse que o governo Bolsonaro foi perseguido por ser associado às religiões. Segundo ela, antes, “ao não misturar política com religião, o mal tomou o espaço” no país. Depois da ex-primeira-dama, falaram o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Michelle, visivelmente emocionada, chorou ao falar com o público que chamou de “exército de Deus, de homens e mulheres, exército de patriotas que não desistem da sua nação”.

Dentre os governadores presentes, apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos) discursou e, na oportunidade, agradeceu a quem chamou de “amigo”: “Eu não era ninguém e o presidente apostou em pessoas como eu”, disse. Em determinado momento, ele ainda acrescentou: “Bolsonaro nunca pegou nada para si”.

Tarcísio de Freitas foi ministro da Infraestrutura na gestão bolsonarista. Na noite de sábado, 24, para este domingo, 25, Jair e Michelle Bolsonaro ficaram hospedados no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo. E, juntos eles almoçaram com os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) antes de seguirem para a manifestação.

Acompanhado da primeira-dama Gracinha Caiado, o governador de Goiás postou nas redes sociais tanto sua presença no Palácio do Bandeirante, quanto trechos de caminhada na Av.Paulista. De acordo com a assessoria, ele optou por não discursar no dia de hoje.

Depois do discurso de Tarcísio, seguiu-se o discurso religioso mais eloquente, o do principal organizador do evento: o pastor Silas Malafaia. O pastor atacou o STF, o TSE, Moraes e disse que não tem medo de ser preso. Além disso, afirmou que o governo Lula estaria por trás dos atos de 8 de Janeiro de 2023 sem apresentar nenhuma prova do fato.

Para completar, Malafaia citou a morte de um de seus fieis como responsabilidade do ministro do Supremo Tribunal Federal. “O sangue de Clériston está nas mãos de Alexandre de Moraes e ele vai dar conta dele”, diz Pastor Malafaia.

Em seguida, veio a fala do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Apresentado como “mito”, Bolsonaro inicia discurso falando em “Bíblia brasileira” e em como Deus deve ser exaltado. Aproveitou para relembrou a facada e de sua vida como militar. O ponto alto de seu discurso foi o pedido de anistia direcionado aos presos do 8/01 e pessoas investigadas por supostamente tentarem dar um golpe de Estado.

Mais contido e com medo de ser preso, Bolsonaro falou em pacificação no Congresso e “passar uma borracha no passado”. Além disso, afirmou que penas ao presos do 8 de janeiro fugiram da razoabilidade.

Imagens aéreas do ato promovido por Jair Bolsonaro neste domingo, 25, na avenida Paulista mostram que os apoiadores do ex-presidente estão espalhados por toda a extensão da via com concentração na frente do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand).

 

Da redação para Portal O Porder, com informações do Portal Jornal Opção.

Imagens: divulgação. 

 

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