A semana foi agitada na Polícia Federal. Isso porque os agentes realizaram várias operações. Por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os agentes da PF estiveram, na última sexta-feira, 21, nos estabelecimentos judiciais onde o desembargador Elci Simões de Oliveira e o juiz Jean Carlos Pimentel atuavam, para lacrar as portas dos gabinetes dos magistrados e apreender diversos itens, de uso funcional dos juízes, para perícia como: notebooks, celulares e tablets. A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.
Os magistrados foram afastados cautelarmente e estão sendo investigados por desviar R$ 150 milhões da Eletrobras em títulos definitivos na década de 1970 num esquema envolvendo fraude processual. A operação tem sido feita de forma discreta pela agência federal, destoando das demais ações realizadas até aqui. Na segunda-feira, 24, os agentes voltaram à Corte de Justiça. Como desdobramento do caso, a Caixa Econômica Federal também está sendo investigada.
Desvio na merenda escolar
A Polícia Federal também deflagrou, na manhã de terça-feira, 25, a Operação Sem Sabor, para desarticular um esquema de fraude na dispensa de licitação e desvio de recursos públicos destinados à aquisição de kits de merenda escolar na capital. A investigação revelou que a empresa contratada não possuía capacidade operacional e foi favorecida em um processo irregular realizado em 2020, na gestão do ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, resultando em prejuízos milionários aos cofres públicos.
Da Redação