abril 3, 2025 13:24

Novo mandachuva da Eneva já foi preso na Lava Jato

O fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves, foi indicado para o conselho de administração da Eneva, segundo informou a companhia na manhã da última sexta-feira, 28. Em 2015, ele foi preso no âmbito da Operação Lava Jato, suspeito de obstruir as investigações.

Além de Esteves, a administração da Eneva também indicou Rodrigo Santos Coutinho Alves, que também é sócio do BTG e atual na área de capital privado.

A Eneva também propôs a reeleição de cinco membros atuais de seu conselho, sendo eles Barne Seccarelli Laureano, Guilherme Bottura, Henri Philippe Reichstul, José Afonso Alves Castanheira e Renato Antonio Secondo Mazzola.

“A proposta considera que todos os candidatos atendem aos requisitos propostos pela companhia, nos termos da política de indicação de membros do conselho de administração, dos comitês de assessoramento e da diretoria estatutária da companhia, tendo adequada experiência profissional, técnica e acadêmica, compatível com os cargos para os quais estão sendo indicados”, destacou a administração da Eneva.

As indicações estarão sujeitas à aprovação dos acionistas em assembleia geral ordinária da companhia marcada para 30 de abril.

Conforme dados do formulário de referência da Eneva de 14 de março, o BTG Pactual detinha uma fatia de 25,30% do capital da companhia, equivalente a 489.057.120 ações ordinárias.

Operação Lava Jato 

Em 2015, André Esteves foi preso por ordem de Supremo por atrapalhar investigações da Operação Lava Jato. Após 28 dias preso, o banqueiro foi solto por determinação do ministro Teori Zavascki. 

Três anos depois, por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu arquivar a investigação aberta contra André Esteves, sócio do banco BTG Pactual. A investigação trata da suposta participação de Esteves em uma organização criminosa integrada por parlamentares do MDB na Câmara dos Deputados. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a referida organização criminosa seria responsável por negociar com empresas vantagens indevidas na Petrobras, na Caixa Econômica Federal e na própria Câmara.

Ao julgar o recurso da defesa do banqueiro, a maioria dos ministros entendeu que a investigação deveria ser arquivada porque ainda não tinham sido encontradas provas suficientes para justificar a manutenção do inquérito.

 

Da Redação com informações de Valor, G1 e Agência Brasil 

Foto:  Claudio Belli/Valor

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