Intervenção externa e autonomia da Ufam são debatidos por candidatos à reitoria no segundo turno

Os candidatos à Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) participaram nesta quinta-feira, 10, do debate para o segundo turno com foco nas propostas para o quadriênio 2025-2029. Duas chapas estão na disputa: a Chapa 57 – “Mudança” composta pelos professores Tanara Lauschner e Geone Maia; e a chapa 25 – Por uma UFAM que Humaniza, dos professores Marco Antônio de Freitas Mendonça e Armando Júnior.

O primeiro bloco do debate foi dedicado às principais propostas dos candidatos. A Chapa 57 destacou um projeto coletivo que prevê a criação de 400 salas de aula, o fortalecimento do diálogo com todas as categorias da universidade e a recuperação do protagonismo institucional. Tanara reforçou a importância da transparência e da autonomia universitária, ressaltando que autonomia é um princípio que deve nortear a administração da UFAM, com decisões claras sobre a aplicação de recursos.

Em contrapartida, “Marcão” defendeu uma gestão técnica e igualitária, com foco em melhorias nos campi do interior. Ele enfatizou a necessidade de uma autonomia plena para os campi, evitando a centralização de decisões na reitoria em Manaus.

No campo político, os candidatos também se posicionaram sobre o papel da universidade diante do cenário nacional. Marcão afirmou que a UFAM não deve aceitar qualquer tipo de intervenção externa.

Já Tanara foi mais enfática ao alertar sobre os riscos do avanço da extrema-direita, afirmando que a defesa da universidade vai além do discurso e deve ser feita na prática cotidiana, sem abrir mão de princípios fundamentais.


A segurança nos espaços universitários também foi pauta, especialmente diante de relatos recorrentes de assaltos na instituição. Ambas as chapas apresentaram propostas para melhorar as condições de permanência de estudantes e servidores, com foco em assistência estudantil e políticas de acolhimento desde o ingresso na universidade.

Tanara destacou a necessidade de identificar, já na matrícula, o perfil dos alunos que precisam de auxílio moradia, creche e outras formas de suporte, a fim de combater a evasão no primeiro ano de curso. Propostas para a pós-graduação também foram apresentadas, bem como iniciativas para fortalecer a política de inovação dentro da UFAM.

Questionamento

Um dos pontos questionados pela Chapa 57 foi a proposta de Marcão sobre a criação de um Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). A pergunta chamou atenção porque a Ufam já conta com uma estrutura semelhante, a Pró-Reitoria de Inovação Tecnológica (Protec). Para muitos, esse detalhe evidenciou um possível desconhecimento do candidato em relação à estrutura organizacional da universidade.

Segundo Tanara, a necessidade atual da Protec é aprimorar sua atuação e desenvolver um modelo próprio de gestão e fomento à inovação, com o apoio de fundações.

A votação do segundo turno acontece na próxima segunda-feira, 14.

 

Da Redação
Foto: Divulgação

 

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