fevereiro 22, 2026 07:26

Simão Peixoto acumula nova investigação por violência política após tentar prejudicar candidata

O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou Procedimento de Investigação Criminal (PIC) para apurar o crime de violência política de gênero cometido pelo ex-prefeito de Borba, Simão Peixo. A Portaria PRE-AM nº 03/2025 assinada pelo procurador regional eleitoral, Edmilson da Costa Barreiros Júnior, foi publicada nesta quinta-feira, 18.

A investigação tem como base denúncia de que Simão teria praticado atos com o objetivo de prejudicar a candidatura de Elizabeth Maciel de Souza durante as eleições municipais de 2024.

Os fatos são apurados sob a tipificação do artigo 326-B do Código Eleitoral, que trata especificamente da violência política de gênero.

De acordo com o MPE, o procedimento foi instaurado a partir de um processo extrajudicial iniciado de ofício pela 2ª Câmara de Coordenação e Revisão, por meio da Portaria nº 129/2024, decorrente da Representação nº 02.2024.00003966-4. Como o prazo inicial de tramitação se esgotou e ainda restam diligências pendentes, o órgão decidiu converter o caso em investigação criminal formal.

O procurador regional eleitoral fixou o prazo de 90 dias para a conclusão do apuratório, podendo haver prorrogação caso sejam necessárias novas diligências.

Histórico de violência

Embora a investigação atual trate de fatos relacionados às eleições de 2024, o nome do prefeito de Borba já havia sido associado a episódios semelhantes anteriormente.

Em novembro de 2022, a então presidente da Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputada Alessandra Campêlo (PSC), anunciou que apresentaria representações contra Simão Peixoto no Ministério Público do Estado (MPAM) e no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) por violência política de gênero.

Na ocasião, durante um comício, o prefeito teria ameaçado ‘dar uma ripada’ na vereadora, Enfermeira Tatiana Franco (PTB), em referência a críticas feitas por ela à gestão municipal na área da saúde. A fala gerou forte repercussão e foi classificada como tentativa de intimidação e silenciamento de uma parlamentar eleita.

A deputada Alessandra Campêlo chegou a classificar Simão Peixoto como “o prefeito mais violento do Brasil”, relembrando outros episódios envolvendo agressões verbais e físicas, incluindo um conflito com o presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), e um desafio público de MMA a um adversário político.

Próximos passos

Com a instauração do Procedimento , o Ministério Público Eleitoral dará sequência às diligências necessárias para esclarecer os fatos.

 

Da Redação 
Foto: Divulgação 

Últimas Notícias

STF: Ministros receberam ou têm parentes que receberam penduricalhos

Dos nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), quatro já receberam ou têm parentes que receberam verbas extras acima...

Mais artigos como este

error: Conteúdo protegido!!