A intervenção do Governo de Donald Trump na Venezuela é o desfecho, não muito agradável, de um ciclo político marcado pelo autoritarismo e pela ruptura institucional na Venezuela.
Durante anos, Maduro classificou como “ultraje” qualquer pressão internacional ou contestação interna. No entanto, foi sob sua gestão que o país mergulhou em uma crise humanitária profunda, com colapso econômico, repressão política e o êxodo de milhões de cidadãos.
A captura do presidente não encerra automaticamente os problemas estruturais da Venezuela, mas expõe o isolamento de um regime que perdeu legitimidade interna e externa.
O episódio inaugura um período de incertezas políticas e institucionais, cujo desfecho estará diretamente ligado à reconstrução democrática e ao respeito à soberania e à vontade popular. Contudo, a condução dos fatos sugere que o governo dos Estados Unidos não demonstra disposição em atuar apenas como garantidor da transição, uma vez que o controle político e econômico da região, especialmente em razão de seus recursos naturais estratégicos, desponta como elemento central da intervenção.
Da Redação


