Lula faz reunião para oficializar trocas em ministérios antes da eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reunirá na manhã desta terça-feira, 31, no Palácio do Planalto, o seu ministério para oficializar as trocas no comando das pastas antes da eleição. Está certo que haverá mudança em 18 dos 38 postos de primeiro escalão.  Os atuais titulares precisam se desincompatibilizar para estarem aptos a disputar a eleição de outubro.

Com as substituições, o governo passará a ser composto em grande parte por nomes de menor expressão política e rostos menos conhecidos. A maioria dos ministérios será comandada pelos atuais secretários executivos. Fazem parte desse grupo, por exemplo, a pasta da Educação, que deve ter Leonardo Barchini no lugar do ex-governador do Ceará Camilo Santana, e dos Transportes, com a promoção de George Santoro, para a vaga do ex-governador de Alagoas Renan Filho. 

Na Fazenda, onde Fernando Haddad antecipou a sua saída em 19 de agosto, a promoção do secretário executivo já ocorreu com a nomeação de Dario Durigan. O mesmo modelo de promoção do número 2 acontecerá na Casa Civil, ministério responsável por coordenar as ações do governo. Miriam Belchior, que foi ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff, assumirá o lugar de Rui Costa, que concorrerá ao Senado pela Bahia.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também deixará o cargo de ministro da Indústria e Comércio (Mdic). Seja para permanecer como companheiro de chapa de Lula, hoje o cenário mais provável, ou para disputar uma vaga de senador por São Paulo, ele não pode permanecer à frente da pasta. O seu substituto deve ser o secretário executivo Marcio Elias Rosa. Há possibilidade, porém, de Márcio França, atual ministro do Empreendedorismo, ser deslocado para o Mdic.

Lula também usará as trocas para promover acomodações políticas. No cobiçado Ministério da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que sairá para concorrer ao Senado pelo Mato Grosso, será substituído por André de Paula (PSD), atual titular da pasta da Pesca. A mudança é um gesto do Planalto à bancada do PSD na Câmara, já que André de Paula é deputado federal licenciado. 

O presidente ainda aproveitará para testar um nome visto como proeminente dentro do governo em um posto de primeiro escalão.  O economista Bruno Moretti, que atualmente está à frente da Secretaria Especial de Análise Governamental, vinculada à Casa Civil, assumirá o Ministério do Planejamento em lugar de Simone Tebet.

Também são certas as saídas dos ministros Jader Filho (Cidades), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Costa Filha (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esportes), Marina Silva (Meio Ambiente), Waldez Goes (Desenvolvimento Regional), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povo Indígenas). Todos esses devem ser substituídos pelos secretários executivos. Mas apesar da diretriz de privilegiar os números 2, ocupantes desses postos disseram ao longo da segunda-feira que ainda não tinham sido convidados oficialmente para assumirem os ministérios. 

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também irá deixar o cargo para concorrer ao Senado pelo Paraná. O seu substituto, porém, ainda segue indefinido. O plano era nomear o secretário do Conselho do Desenvolvimento Econômico Social, o Conselhão, Olavo Noleto, mas Lula decidiu optar por um político com mais experiência. Há possibilidade de o cargo ser ocupado interinamente até a escolha do substituto de Gleisi.

Além dos nomes certos, ainda podem deixar o governo Márcio França, Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e Wolney Queiroz (Previdência).

 

Da Redação com informações de O Globo

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