fevereiro 23, 2026 02:09

CNJ aprova paridade de gênero em tribunais de 2⁰ instância de todo país

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira uma nova norma que busca igualar o número de juízes e juízas nos tribunais de segunda instância de todo o país. A aprovação foi unânime entre os presentes na sessão, após um acordo restringir a abrangência da ação afirmativa prevista no texto inicial. Apesar da limitação, a presidente do CNJ, ministra Rosa Weber, comemorou o “consenso” alcançado pelo colegiado.

A aceitação da norma deve ser por unanimidade, após um acordo entre os conselheiros restringir a abrangência da ação afirmativa. Apesar da limitação, a presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, elogiou a decisão. Essa foi a última sessão dela — que se aposenta nesta semana devido à idade.

“Às vezes nós temos que ir mais devagar, ainda que a cada passo acumulando, enriquecendo, mas, sobretudo, estabelecendo consensos”, ressaltou.

O debate foi retomado na manhã desta terça-feira, 26. A norma, sob relatoria da desembargadora federal Salise Sanchotene, da 4ª Região, estabelece que mais mulheres devem ocupar o cargo de juízes nos tribunais de segundo grau. Até então, a resolução previa um critério de antiguidade, sem considerar gênero.

“Construímos um consenso aqui, para eu fazer uma reformulação do meu voto, para retirar a antiguidade, e permanecer o meu voto em relação ao merecimento”, destacou Sanchotene na sessão.

Se aprovado em definitivo, o texto passa a valer em janeiro de 2024. A primeira vaga aberta deverá ser preenchida pelo magistrado de gênero diferente do último promovido. Segundo o CNJ, a norma deverá ser mantida até que cada tribunal do país alcance uma proporção entre 40% e 60% por gênero no preenchimento dos cargos.

Poucas mulheres

Segundo o Conselho Nacional de Justiça, o Censo do Poder Judiciário identificou que as magistradas correspondiam a 35,9% do universo e as servidoras contemplavam 56,2% do quadro geral de colaboradores. Além disso, as referidas pesquisas identificaram que quanto maior o nível da carreira na magistratura, menor era a participação feminina, sendo ela representada por 44% dos juízes substitutos, 39% dos juízes titulares, 23% dos desembargadores e apenas 16% dos ministros de tribunais superiores.

No início de junho, a ministra Rosa Weber já havia criticado a ausência de mulheres no judiciário brasileiro, em especial, nos tribunais. “Aqui no Brasil nós temos muitas mulheres na base da magistratura, na Justiça em primeiro grau, mas o número decresce no intermediário. Na cúpula, nos tribunais superiores, o número é ínfimo”, disse à época.

 

Da Redação O Poder, com informações do O Globo e Correio Braziliense

Foto: Reprodução 

Últimas Notícias

STF: Ministros receberam ou têm parentes que receberam penduricalhos

Dos nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), quatro já receberam ou têm parentes que receberam verbas extras acima...

Mais artigos como este

error: Conteúdo protegido!!