O ex-governador do Acre, Gladson Cameli (PP), teve as provas de ação contra ele retiradas pela Corte do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por unanimidade. A decisão foi liberada na quarta-feira, 15, e se deu em cumprimento a uma determinação feita pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os elementos foram considerados nulos por conta de uma decisão anterior do STF. Com essa decisão, o STJ deve desentranhar a ação dos relatórios de inteligência financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) entre maio de 2020 e janeiro de 2021.
A relatora da ação penal no STJ, ministra Nancy Andrighi, disse que a retirada dos documentos não impacta o julgamento do caso, já que não foram usados na denúncia contra Cameli e nem em seu voto, apresentado em dezembro de 2025.
Além de desentranhar o relatório, a defesa de Cameli havia pedido a suspensão do julgamento, mas não foi acolhido por Mendonça. Após a Corte Especial do STJ confirmar a retirada dos relatórios do âmbito da ação, o julgamento não foi retomado e o próximo processo da pauta foi chamado. Não há informações sobre quando a ação voltará a ser analisada.
Até o momento, somente Andrighi votou. Ela propôs a condenação de Cameli a 25 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado, pagamento de multa e de indenização de R$ 11 milhões, por desvios de dinheiro público, fraude em licitações e outros crimes envolvendo a contratação de empresa para obras no estado.
Cameli renunciou ao governo no final de março para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026.
Com informações de Jota Info

