Com o atraso para a liberação da importação de insumos, é “muito improvável” que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça o registro da vacina CoronaVac ainda em 2020, segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.
A essa altura, segundo Covas, apenas uma mudança nos protocolos poderia agilizar o processo. “O calendário de produção que o Butantan tinha para essa vacina.
Com esse atraso que ocorreu na autorização da importação, nós só vamos poder iniciar esse calendário em meados de novembro. Portanto, a parte de validação do produto estará disponível no final do ano, na primeira quinzena de janeiro”, explicou ele em entrevista à CNN Brasil.
Mesmo que o Butantan consiga entregar o dossiê completo à Anvisa ainda em dezembro, acrescentou Covas, a agência teria até 60 dias, ou seja, fevereiro de 2021, para emitir o registro.
A CoronaVac é a vacina contra a covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science.
A autorização para importar a matéria-prima necessária para sua produção foi anunciada hoje pela Anvisa.
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