Em busca de maioria no Senado, Lula diz que ‘senador com mandato de oito anos pensa que é Deus

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira, 1º, que um dos objetivos da campanha para as eleições deste ano é formar maioria no Congresso e disse que, por ter mandato de oito anos, senador “pensa que é Deus”.

“Eleições para o Senado são muito importantes. Um governador mantém relação civilizada com o presidente da República porque o governador também precisa do presidente. Mas um senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do senado. E isso é o que nós fazemos”, disse Lula.

O petista disse ainda que não se faz composição apenas com quem se gosta e ressaltou a necessidade de fazer alianças com outros partidos. Não se faz composição apenas com quem você gosta. Quem você gosta já está com você. Você tem que fazer composição com as pessoas que pensam diferente, mas que são capazes de construir minimamente um projeto para um estado o para o país”, afirmou o presidente.

As declarações foram feitas durante entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará.

Nesta semana, ministros do governo Lula deixam suas pastas para concorrer a algum cargo nas eleições de outubro. O presidente escalou seus principais auxiliares para disputar as eleições, seja para ajudá-lo a conseguir votos nos estados ou para tentar impedir que a oposição eleja muitos senadores

A saída de ministros nesta semana ocorre em razão do fim do prazo para desincompatibilização no próximo sábado, 4, seis meses antes da eleição geral de outubro.

Entre os ministros que podem disputar o Senado estão:

  • Rui Costa (PT), da Casa Civil, concorrerá ao Senado na Bahia, estado que governou por oito anos;
  •  Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, já foi senadora pelo Paraná e deve disputar uma das duas vagas no mesmo estado;
  • Simone Tebet (PSB), do Planejamento, mudou do MDB para o PSB e também o domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo, pode fazer parte da chapa de Haddad;
  • Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, pode mudar de partido e também se lançar ao Senado por São Paulo;
  • André Fufuca (PP), do Esporte, é deputado atualmente e deve ser candidato ao Senado pelo Maranhão;
  • Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, foi exonerado para tirar vaga da oposição na CPMI do INSS na sexta-feira (27) e disputará reeleição em Mato Grosso.
  • Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional, pode disputar o Senado no Amapá, onde já foi governador.

Eleição no Senado

A eleição do Senado em 2026 colocará em jogo 54 das 81 cadeiras, ou dois terços do total. Cada um dos 26 estados, além do DF, vai eleger dois parlamentares para um mandato de oito anos. A renovação é grande e deve mudar a cara do Senado a partir de 2027. Por isso, governo e oposição tratam essa disputa como prioridade.

Além de propor e votar propostas legislativas, como a Câmara, cabe ao Senado:

  • processar e julgar o presidente da República por crimes de responsabilidade;
  • processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade;
  • aprovar indicações de novos ministros do STJ e do STF, o procurador-geral da República, o presidente e diretores do Banco Central, embaixadores e outras autoridades.

O novo Senado poderá influenciar também a renovação do STF. Está pendente ainda a indicação de Jorge Messias, escolhido por Lula para substituir Luís Roberto Barroso.

E mais três ministros vão se aposentar durante o próximo mandato presidencial.

 

Da Redação, com informações do G1
Foto: Divul

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