abril 5, 2025 06:00

Um dia após ser alvo da operação Sangria, Carlos Almeida Filho se defende: ‘sou inocente’

Um dia após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da Operação Sangria, que investiga a suspeita de superfaturamento na compra de respiradores pulmonares pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES), o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho (sem partido), um dos alvos da operação, emitiu uma nota se defendendo das acusações e disse ser favorável à investigação. Carlos também voltou a reforçar que saiu da administração da Casa Civil porque não concordar com “os rumos da atual administração”.

“A respeito dos desdobramentos da Operação Sangria, que acarretaram em procedimento de busca e apreensão contra minha pessoa, manifesto-me à imprensa e população.
Como pessoa pública, tenho ciência do enorme grau de exposição pessoal a que me
submeto por conta de meu ora ofício político, portanto compreendo, apesar de
pessoalmente constrangedor, os ônus que tal acarreta”, iniciou.

O vice-governador destacou sua atuação na carreira jurídica para reforçar que entende a necessidade dos esclarecimentos. “Como profissional oriundo de carreira jurídica sei da necessidade pública de esclarecimentos quanto à conduta dos agentes públicos, em especial políticos, razão pela qual sou favorável à elucidação dos fatos circunscritos à Operação Sangria”, escreveu.

“Justamente por não concordar com os rumos da atual administração que me desliguei da Casa Civil no início de maio deste ano. Afirmo que não pratiquei qualquer conduta ilícita, motivo pelo qual fiz questão de esclarecê-las, de pronto e de forma voluntária, na DPF, na tarde desta quinta-feira. Ressalto que, apesar do constrangimento e do dano à imagem, entendo o contexto das medidas de busca, razão pela qual colaborei com o procedimento, e desde então, me dispus à contribuição com a Justiça”, finalizou.

Operação Sangria 

Na quinta-feira, 8, a Polícia Federal, com participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF), cumprem na manhã desta quinta-feira, 8, cinco mandados de prisão temporária e de 11 de busca e apreensão na segunda fase da Operação Sangria, que investiga a suspeita de superfaturamento na compra de respiradores pulmonares pela SES, antiga Susam.

A operação tem o objetivo é aprofundar as investigações que apuram possíveis irregularidades em contrato celebrado por dispensa de licitação e em caráter emergencial pela Secretaria de Saúde do Amazonas.

De acordo com o MPF, o vice-governador, Carlos Alberto está entre os alvos de buscas. Contra outro investigado, apontado como homem de confiança do governador Wilson Lima (PSC), foram expedidos mandados de busca e apreensão, mas também de prisão temporária por cinco dias.

Veja a nota na íntegra:

Nota – Operação Sangria

 

 

 

Da Redação O Poder

Foto: Divulgação

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