junho 15, 2024 06:38

COVID-19: Postos de combustíveis já apontam queda de 70% nas vendas

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O efeito coronavírus na economia regional já é sentida pelos donos de postos de gasolina, que relatam quedas de até 70% na venda de combustíveis em Manaus e analisam demissões nos próximos 30 dias se este cenário persistir.

Com decretos do governo do Amazonas e orientação do Ministério da Saúde (MS) determinando que os comércios não abram, que funcionários trabalhem remotamente e que não ocorram eventos com aglomeração de pessoas para evitar a proliferação do Covid-19, condutores não têm abastecido seus veículos.

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus) e proprietário de postos de gasolina, o empresário Ralph Assayag confirma que a redução do volume de vendas caiu 70% desde que foi imposto isolamento social na capital amazonense e, uma das medidas pode ser a redução do preço do combustível. Mas, frisou, depende de cada proprietário.

“O volume de carros na cidade diminuiu muito. Com isso, o volume de combustível caiu 70% e conforme vem a redução de preço na nota fiscal, os postos vão reduzindo o valor porque é uma maneira ainda de tentar vender alguma coisa”, disse.

Na tentativa de manter os funcionários nos próximos dias, o empresário disse que uma das medidas dos donos de postos foi dar férias coletivas para mais de 60% dos funcionários, mas, se, no prazo de 30 dias a economia não melhorar, esses trabalhadores podem ser demitidos.

“Pela redução de clientes muito acentuada tiveram primeiro a redução de 60% dos funcionários.  Foram mandados para casa com férias coletivas. Se dentro de 30 dias não voltarmos de novo à normalidade, ou parcialmente, é possível fazer a continuidade desses funcionários, mas caso continue por mais tempo fica muito difícil de pagar a folha de maio ou de junho. E aí a saída vai ser realmente e, infelizmente, demissões porque senão você quebra a todos. Então uma parte vai ser sofrida para poder manter o restante porque senão a empresa quebra”, lamentou.

A reportagem do portal O Poder tentou diversas vezes contato com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcoois e Gás Natural  do Estado do Amazonas (Sindicombustíveis-AM), Eraldo Teles Filho, por meio de ligações e mensagens, para tratar deste cenário e quais medidas seriam tomadas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto: Divulgação

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