junho 19, 2024 08:57

Vendas nos postos de gasolina caem 70% na pandemia, afirma Sindicombustíveis

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Com dois meses de pandemia do novo coronavírus no Amazonas, as vendas nos postos de gasolina registraram queda que podem somar entre 70% a 75%, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcoois e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicombustíveis). Com a queda nas vendas, alguns estabelecimentos tiveram que reduzir o quadro de funcionários está até 50%, e a previsão é que nos próximos meses as demissões cheguem a 70%.

De acordo com o presidente do sindicato, Eraldo de Souza Telles Filho, com o isolamento social diante da pandemia e com a queda nas vendas dos postos, estes estabelecimentos estão funcionando com prejuízo operacional.

“Assim como os profissionais da linha de frente, seguimos trabalhando e nos adequando para reajustar o quadro de funcionários. Alguns postos estão funcionando somente no horário mínimo, fechando as portas à noite. Por sermos atividade essencial, somos obrigados a funcionar, sendo os únicos responsáveis pelos os prejuízos que temos”, ressaltou o presidente.

Eraldo de Souza Telles explicou que muitos proprietários estão sem crédito e sem ter como honrar seus compromissos, em alguns casos tendo até que antecipar recebíveis de empresa de cartões, pagando taxas absurdas para poder pagar seus funcionários, o que, segundo ele, tornou-se uma bola de neve.

“Apesar de anunciadas algumas quedas no preço da gasolina na refinaria, essa redução não chega na mesma proporção no posto de combustível, e muitas vezes sequer chega. Os proprietários estão amargando prejuízos e muitos já estão vendendo seus postos, e ainda, os que são alugados estão sendo devolvidos”, completou.

Conforme o sindicalista, para completar a crise que os empresários do setor estão enfrentando, a Petrobrás anunciou aumento na gasolina no dia 7 de maio de 10 centavos. “O futuro tornou se incerto para o setor”, disse.

Mês difícil

De acordo com o presidente da Câmara Dirigente dos Lojistas (CDL) Ralph Assayag, que trabalha com três estabelecimentos em Manaus no ramo de combustível, o mês de maio tem sido pior para o comércio de combustíveis.

“Tem postos que não estão mais abrindo no dia de domingo para reduzir os quadros, o número de frentistas no geral já foi reduzido mais de 50%, e se continuar nesse mesmo cenário, teremos até o final do mês mais de 70% de demissões”, disse Ralph.

O empresário disse que mesmo com a reabertura do comércio a partir do dia 15 ou 26 de maio, a retomada real da economia só a partir de julho.

Arrecadação

O setor de combustível representa a segunda maior arrecadação do Amazonas, perdendo apenas para o setor de energia elétrica. Com a diminuição nas vendas, a arrecadação do Estado poderá cair nas próximas semanas.

 

 

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Divulgação

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