abril 3, 2025 03:05

Maioria da bancada federal do AM vai votar pelo adiamento das eleições; Átila Lins é contra

A maioria dos deputados federais do Amazonas, seis dos oitos parlamentares, afirmaram ao O Poder, nesta segunda-feira, 29, que vão votar a favor do adiamento das eleições municipais para o dia 15 de novembro, conforme Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovado pelo Senado Federal no último dia 23 de junho. Apenas o deputado Átila Lins (PP) confirmou voto contrário à PEC e o deputado Sidney Leite (PSD), não respondeu aos questionamentos.

Os deputados devem apreciar a proposta ainda essa semana. A propositura, por se tratar de uma PEC deve ser aprovada pelo plenário em dois turnos, com os votos de 3/5 dos deputados, ou seja 308 votos dos 513 deputados federais.

O deputado Bosco Saraiva (SD) disse que é a favor e votará com a proposta contida na PEC do Senado, que transfere as eleições para 15 de novembro, por entender que em agosto muitos municípios brasileiros ainda estarão impactados pela Covid-19, o que não permitiria à normalidade das campanhas eleitorais.

“Tudo leva a crer que aprovaremos a matéria no decorrer dessa semana”, ressaltou o parlamentar.

Para o deputado capitão Alberto Neto (PRB), mudar a data do pleito é uma decisão muito coerente. “Eu venho falando sobre isso já há algum tempo. Embora, eu defenda algo a mais. Acredito que as regiões poderiam votar em momentos diferentes”, acrescentou.

De acordo com deputado, o Brasil tem medidas continentais, o que na sua avaliação,  o retorno à normalidade e a realização da votação precisam ser vistos de forma diferenciada. “O Senado aprovou a mudança de 1º e 2º turno em 15 e 29 de novembro. É uma decisão sensata que tem meu apoio. Neste momento, o mais importante é garantir a segurança das pessoas. É saber que o cidadão pode sair da sua casa para eleger seus representantes com mais tranquilidade”, destacou.

Conforme o deputado, o Congresso vai iniciar as discussões sobre ações e medidas de segurança para que o pleito eleitoral seja seguro para o eleitor e para os profissionais que trabalham no pleito e, também, sobre medidas que passam por estender o horário da votação, mudanças de locais de votação e até reservar horários específicos para o voto de idosos, entre outras.

“O texto está sendo recebido pela Câmara, onde seguirá o trâmite para ser discutido e votado pela casa. Vamos fazer isso da melhor forma possível e com a urgência que a medida exige. A votação precisa ser realizada até novembro, para que não haja extensão dos mandatos e para que tenha tempo hábil para a transição das equipes. Faremos isso com responsabilidade, priorizando sempre a segurança da população”, destacou Alberto Neto.

O colega de partido de Alberto Neto, o deputado Silas Câmara, afirmou que também votará a favor da proposta.

O deputado Marcelo Ramos (PL), disse que é a favor do que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar. “São eles que fazem a eleição. São eles que sabem quando podem fazer”, destacou o deputado.

‘Tem que fazer campanha com tranquilidade’

O deputado José Ricardo (PT), disse que é a favor das prorrogações das eleições por entender que se deve cuidar da saúda da população. “Em outubro não considero 100% seguro, além disso, tem que se fazer política, pois, os que não querem alterar data, é que eles avaliam que os concorrentes são os que vão para rua, fazer campanha  e conversar com a população”, disse o deputado.

O petista completou que esses mesmos que são contra o adiamento do pleito são acostumados a ganhar eleição em cima da hora, com a força do dinheiro e com o poder econômico.

“Eles se incomodam as pessoas que vão para as ruas. Então, tem que garantir o direto dos candidatos fazerem campanha com tranquilidade e segurança com as pessoas e, depois, a população ter o direito, com segurança, de participar das eleições”, destacou o parlamentar.

José Ricardo disse, ainda, que não se sabe se a PEC será aprovada fácil, pois, segundo ele, existem vozes contrárias na Câmara, além de existir a necessidade de realização de um bom debate sobre o adiamento do pleito.

O deputado delegado Pablo Oliva (PSL) disse que é a favor de que a escolha seja feita considerando as recomendações de saúde e cuidado quanto à Covid-19. “É fato que no Amazonas os números de internações e mortes caem diariamente. No entanto, em outras capitais do país o cenário é outro, muito parecido com o que vivemos dois meses atrás, por isso, a questão deve ser discutida buscando o consenso e o cuidado com a saúde da população”, destacou o deputado.

Contrário

O deputado Átila Lins, disse que o Centrão participou de conversas no sábado, 27, e no domingo, 28, caminhando para acordos visando a aprovação da PEC que adia as eleições para 15 e 29 de novembro, mas, que se esses acordos prevalecerem, votará contra a PEC, e pelas eleições no dia 4 de outubro.

“Tanto faz ser em outubro ou em novembro, terá restrições. Adiar as eleições significará mais despesas. A nossa defesa era que o processo de votação ocorresse de 8h às 21h para que se respeite o distanciamento social, mas, não considero o adiamento do pleito”, ressaltou o parlamentar.

O deputado Sidney Leite foi o único que não externou o seu posicionamento. Ele não deu retorno à demanda da reportagem de O Poder.

 

 

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Divulgação

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